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A interface vítreo-retiniana
AVM, TVM e BM
25 Perguntas e respostas
A
Os BM grandes secundários a traumatismo,
pouco frequentes, não apresentam um pa-
drão homogéneo no OCT. Podem apresen-
tar uma forma redonda, elipsóide ou irregular
com ou sem descolamento posterior do ví-
treo. Os bordos podem ser mais ou menos
rectos perpendiculares ao EPR, cuja evolu-
ção temporal os pode transformar em mais
arredondados (Figura 8). Acompanham-se
também de alterações na retina subjacente
tal como edema da retina, quistos intrare-
tinianos e fluido subretiniano
5
. Os secundá-
rios a alta miopia
6
têm frequentemente os
bordos achatados sem edema perilesional
nem fluido subretiniano (Figura 9) a não ser
quando associados a foveosquisis miópica
(Figura 10).
Tratamento
O tratamento de um BM grande com ou sem
TVM é sempre cirúrgico. A taxa de encerra-
mento no estudo MIVI-TRUST após injecção
de ocriplasmina foi de 0% nos BM com mais
de 400 µm, pelo que o seu uso não está in-
dicado nos BM grandes mesmo na presença
de TVM
7
.
Em 1991, Kelly e Wendel demonstraram o
benefício da vitrectomia com tamponamento
com gás no BM idiopático
8
. Mais tarde, com
os resultados de um estudo prospectivo, ran-
domizado e controlado constatou-se que a
visão melhorava nos olhos com BM grande
tratados com cirurgia quando comparados
Figura 8.
Buraco macular traumático
com configuração irregular
e bordos mais ou menos
rectos.
Figura 7.
Buraco macular primário
com bordos aderentes ao
EPR (A e B) e associado a
membrana epirretiniana (A).
A
B




