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A interface vítreo-retiniana
AVM, TVM e BM
25 Perguntas e respostas
mau prognóstico, tais como os grandes, os
de longa duração ou os secundários. A apro-
ximação dos bordos do buraco macular com
pinça descrita por Alpatov et al
17
, a retinoto-
mia arqueada temporal de Steve Charles
18
e
as pequenas incisões radiais perifoveais
19
são
algumas técnicas adjuvantes ocasionalmente
utilizadas. Por outro lado, o uso de tampona-
mento com gás de longa duração ou com óleo
de silicone e/ou o posicionamento prolonga-
do poderão facilitar o encerramento dos BM
grandes.
Frequentemente o ganho visual é apenas
moderado após a vitrectomia por BM gran-
de podendo aumentar progressivamente
ao longo do tempo. Os defeitos da linha
dos segmentos externos/internos dos fo-
torreceptores diminuem comprovadamente
durante o primeiro ano após a cirurgia de
BM
20
. A gliose induzida pela remoção da
MLI poderá deslocar os fotorreceptores si-
mulando regeneração, e/ou, a restauração
dos segmentos externos que ocorre con-
tinuamente poderão contribuir para esse
facto
21
. A regeneração progressiva das ca-
madas retinianas externas, com particular
ênfase na MLE e na linha dos SI/SE dos
fotorreceptores, assim como a reorganiza-
ção estrutural dos cones na fóvea são fun-
damentais para a acuidade visual e para a
qualidade da visão.
REFERÊNCIAS
1.
Duker JS, Kaiser PK, Binder S, de Smet MD,
Graudric A, Reichel E. The International Vitreo-
macular Traction Study Group classification of
vitreomacular adhesion, traction, and macular
hole. Ophthalmology 2013;120:2611-9.
2.
Ripandelli G, Rossi T, Scarinci F, Scassa C,
Parisi V, Stirpe M. Macular vitreoretinal in-
terface abnormalities in highly myopic eyes
with posterior staphyloma: 5-year follow-
up. Retina 2012;32:1531-8.
Figura 10.
Buraco macular secundário a
alta miopia e foveosquisis.




