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A interface vítreo-retiniana

AVM, TVM e BM

25 Perguntas e respostas

terior do vítreo anómalo

1

. No BM secundário,

existe a presença de patologias associadas à

sua formação, como a alta miopia, a cirurgia

prévia de descolamento de retina ou a ocor-

rência de traumatismo ocular contundente

(Figura 3), independentemente do estado do

vítreo

2-5

. Também pode ocorrer concomitan-

temente ao edema macular que pode estar

associado a várias patologias retinianas, tais

como o edema macular diabético, a degene-

rescência macular relacionada com a idade,

as oclusões vasculares retinianas e as uveítes.

Em relação ao estado do vítreo denomina-se

com e sem tracção se houver, respetivamen-

te, evidência ou ausência de adesão vítrea no

bordo do buraco (Figura 4). No momento do

diagnóstico de um BM grande, a maioria dos

casos não apresenta TVM (1).

O tempo decorrido entre a presença de TVM

focal e a formação de BM de espessura

completa é muito imprevisível, variando en-

tre algumas semanas e meses, assim como

a sua evolução de pequeno para grande. Na

prática clínica cerca de metade dos BM tem

mais que 400 µm no momento do diagnósti-

co

1

. Os sintomas mais frequentes são: dimi-

nuição da visão com ou sem metamorfopsia,

escotoma central e dificuldade na leitura.

OCT

Para além do seu papel fundamental no diag-

nóstico, o OCT permite caracterizar as diferen-

tes morfologias associadas aos diversos tipos

de BM grande.

No OCT, os bordos de um buraco macular

grande primário têm um formato arredondado

e muitas vezes elevados devido ao fluido in-

traretiniano, o que leva a um aumento da es-

pessura parafoveolar, que se traduz no mapa

Figura 3.

Buraco macular secundário:

A) Buraco macular miópico;

B) Buraco macular após

vitrectomia por descolamento

de retina;

C) Buraco macular após

traumatismo contundente.

A

B

C