44
A interface vítreo-retiniana
AVM, TVM e BM
25 Perguntas e respostas
terior do vítreo anómalo
1
. No BM secundário,
existe a presença de patologias associadas à
sua formação, como a alta miopia, a cirurgia
prévia de descolamento de retina ou a ocor-
rência de traumatismo ocular contundente
(Figura 3), independentemente do estado do
vítreo
2-5
. Também pode ocorrer concomitan-
temente ao edema macular que pode estar
associado a várias patologias retinianas, tais
como o edema macular diabético, a degene-
rescência macular relacionada com a idade,
as oclusões vasculares retinianas e as uveítes.
Em relação ao estado do vítreo denomina-se
com e sem tracção se houver, respetivamen-
te, evidência ou ausência de adesão vítrea no
bordo do buraco (Figura 4). No momento do
diagnóstico de um BM grande, a maioria dos
casos não apresenta TVM (1).
O tempo decorrido entre a presença de TVM
focal e a formação de BM de espessura
completa é muito imprevisível, variando en-
tre algumas semanas e meses, assim como
a sua evolução de pequeno para grande. Na
prática clínica cerca de metade dos BM tem
mais que 400 µm no momento do diagnósti-
co
1
. Os sintomas mais frequentes são: dimi-
nuição da visão com ou sem metamorfopsia,
escotoma central e dificuldade na leitura.
OCT
Para além do seu papel fundamental no diag-
nóstico, o OCT permite caracterizar as diferen-
tes morfologias associadas aos diversos tipos
de BM grande.
No OCT, os bordos de um buraco macular
grande primário têm um formato arredondado
e muitas vezes elevados devido ao fluido in-
traretiniano, o que leva a um aumento da es-
pessura parafoveolar, que se traduz no mapa
Figura 3.
Buraco macular secundário:
A) Buraco macular miópico;
B) Buraco macular após
vitrectomia por descolamento
de retina;
C) Buraco macular após
traumatismo contundente.
A
B
C




