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A interface vítreo-retiniana
AVM, TVM e BM
25 Perguntas e respostas
•
Após vitrectomia existem descrições de
casos de desaparecimento das lesões
neovasculares.
•
Descrição de aplanamento de áreas de
descolamento do epitélio pigmentado da
retina (EPR) após vitrectomia.
São mecanismos causais hipotéticos: o ví-
treo pode ser reservatório de citoquinas que
com a AVM ficam confinadas à área macu-
lar; o VEGF pode ligar-se preferencialmente
a fibrilas vítreas alteradas; a existência de
tecido anómalo na interface vítreo-retiniana
pode interferir com o transporte de oxigénio
e nutrientes para a mácula; factores mecâ-
nicos como a tracção podem provocar dis-
rupção entre o EPR e proteínas juncionais,
interferir com a nutrição a partir da coroi-
deia, estimular a produção de VEGF e es-
timular inflamação crónica de baixo grau
4,5
.
Contudo, um estudo prospectivo, unicentri-
co, com tempo de seguimento de 4 anos,
em 49 doentes com DMI categoria AREDS
IV, realizando angiografia e OCT trimestrais,
Figura 1.
Lesão de neovascularização
coroideia (NVC) centrada
por TVM.
Figura 2.
Lesão de NVC subfoveal
centrada por TVM.




