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Capítulo 15. Como pode a tracção vítreo-macular influenciar a degenerescência macular da idade?

não encontrou maior frequência de desen-

volvimento de DMI neovascular no fim do

tempo de seguimento nos doentes com

adesão vítreo-macular

6

.

Por outro lado, a exsudação crónica exis-

tente na DMI exsudativa, associada à infla-

mação crónica e à existência de tecido ci-

catricial em algumas lesões neovasculares,

são argumentos muitas vezes usados para

apoiar a hipótese de o descolamento poste-

rior do vítreo incompleto ser uma complica-

ção da DMI exsudativa e não a sua causa

7

.

Relativamente aos diferentes fenótipos da

DMI exsudativa não parece existir qualquer

relação entre adesão ou tracção vítreo-ma-

cular e vasculopatia polipoide da coroideia

8

.

Em contrapartida, alguns autores referem

maior frequência de lesões com prolifera-

ção angiomatosa da retina entre os doentes

com adesão vítreo-macular

9

.

Para concluir, a existência de adesão ví-

treo-macular tem sido apontada por alguns

autores como factor de mau prognóstico

para resposta ao tratamento anti-VEGF da

DMI exsudativa (Figuras 3 e 4). Têm sido

encontrados piores resultados visuais em

doentes com DMI neovascular se a ade-

são vítreo-macular estiver presente, doen-

tes sem AVM necessitam de menor número

de injecções após a dose de indução para

manterem o benefício visual e alguns au-

tores sugerem que a AVM pode ser uma

característica morfológica de um grupo de

não respondedores ao tratamento anti-VE-

GF

10-11

.

Figura 3.

Lesão de NVC

subfoveal, oculta tipo 1,

associada a TVM, antes

do inicio do tratamento

anti-VEGF.