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A interface vítreo-retiniana
AVM, TVM e BM
25 Perguntas e respostas
Como noutras situações, também no EMD
com TVM os dados estatísticos são por ve-
zes divergentes. Thomas
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analisou 140 ca-
sos de EMD e encontrou espessamento da
hialóide somente em 4 % dos doentes, DPV
parcial em 10 % e liquido subretiniano em
11 %.
As tracções vítreo-maculares podem ser
tangenciais ou antero-posteriores.
Na diabetes quando ocorre a rotura da
barreira hemato-retiniana – BHR – passam
para a superfície da retina substâncias qui-
miotáticas do plasma que vão contribuir
para o espessamento da membrana limi-
tante interna (MLI). A MLI removida durante
a vitrectomia apresenta níveis elevados de
fibronectina, laminina e colagénio tipo 1,
3, 4 e 56. O colagénio habitualmente não
se contrai com facilidade e por si só não
origina tracção, pelo que o desenvolvimen-
to de tracção vítreo-macular necessita da
presença de membranas celulares ou de
células com capacidade contráctil, como,
por exemplo, fibroblastos ou miofibroblas-
tos
2,10-13
As células proliferam e fabricam
fibras que ao contrair-se originam trações
tangenciais e aumento da espessura macu-
lar. A contracção da membrana hialoideia
pré-macular produz tracção vítreo-macular
antero-posterior provocando aumento da
permeabilidade capilar e /ou espaços cís-
ticos na retina neurossensorial. Também
pode provocar descolamentos planos da
retina neurossensorial.
A MLI no EMD está anormalmente espessa-
da – 2,5 vezes mais do que a MLI removida
nos casos de buraco macular
10
.
A maioria dos doentes com edema macu-
lar diabético não apresenta tracção vítreo-
-macular evidente. Contudo é importante
não desvalorizar as trações subclínicas. Em
alguns casos existe tracção vítreo-macular
que não é registada pelo OCT, essencial-
mente quando se utilizam aparelhos “time
domain”.
O OCT permite observar as trações mecânicas
do vítreo sobre a mácula. Panozzi
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descreve
4 estadios na evolução da patologia da interfa-
ce vítreo-retiniana no doente diabético:
•
T0 - sem hiperreflectividade epirretiniana
(Figura 3).
•
T1 - linha hiperreflectiva aderente à reti-
na, mas que não provoca distorção reti-
niana. (Figuras 4 e 5).
•
T2 - linha hiperreflectiva com múltiplos
pontos de aderência que originam distor-
ção significativa da retina (Figuras 6, 7 e 8).
•
T3 - tracção antero-posterior (Figura 9)
por vezes com formação de imagem em
“asas de gaivota” (Figura 10).
Apesar da controvérsia relativamente à ori-
gem da tracção - se é a tracção que pro-
voca inflamação ou se é a inflamação que
origina a proliferação que vai provocar a
Figura 2.
DPV total.




