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Será importante um algoritmo para tratar o

EMD?

Rui Costa Pereira, Rita Flores, José Henriques, João Figueira

O edema macular diabético é causa principal de baixa da acuidade visual

nos doentes diabéticos

1

. Há mais de 30 anos o Estudo ETDRS estabeleceu a

fotocoagulação como tratamento

standard

do edema macular diabético clini-

camente signi%cativo, diminuindo em 50% a perda de visão

2

.

A administração intravítrea de agentes anti-VEGF e corticóides, revolucio-

nou o tratamento do EMD e deu-nos a possibilidade de dar resposta às esperan-

ças de melhoria da acuidade visual dos nossos doentes. Os agentes anti-VEGF

são hoje a terapêutica mais utilizada no EMD com envolvimento central, isola-

damente ou em terapêuticas combinadas, com o tratamento laser e os corticói-

des. Em casos particulares está indicada a cirurgia vítreo-retiniana.

TRATAMENTO DO EDEMA MACULAR DIABÉTICO

No

EMD sem envolvimento do centro da mácula

a fotocoagulação segun-

do o protocolo ETDRS frequentemente controla o edema e impede a progressão

para o centro, evitando o recurso a injecções intravítreas

3

.

No

EMD com envolvimento central

os agentes anti-VEGF, bevacizumab,

ranibizumab, a`ibercept, são a primeira opção terapêutica. Se a resposta for

insu%ciente, está indicado tratamento com laser e/ou corticóides.

A presença de

tracção ou membrana epirretiniana

leva a ponderar a indi-

cação para cirurgia vítreo-retiniana.

Tendo os vários ensaios clínicos demonstrado a maior e%cácia dos agentes

anti-VEGF face ao laser, o protocolo T revelou maiores ganhos visuais no pri-

meiro ano de tratamento no subgrupo dos doentes com AV < 20/50 tratados

com a`ibercept, maior diminuição da espessura macular e menor número de

injecções

4

. A vantagem mantem-se no segundo ano de tratamento, mas sem

relevância estatisticamente signi%cativa

5

.

O seguimento é feito com observações regulares, incluindo AV, OCT e

tensão ocular. Os regimes %xos com injecções mensais são muito difíceis de

cumprir. O tratamento começa por uma “dose de carga” de 3 (ranibizumab) a

5 (a`ibercept) injecções, mantendo a administração mensal enquanto houver