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PERGUNTAS & RESPOSTAS
EMD
- Edema Macular Diabético
melhoria da acuidade visual, ou sinais de actividade da doença. O tratamento
continua segundo protocolo
as needed
, mais e%caz para diminuir o número de
injecções, ou
treat and extend
, que possibilita a maior redução do número de
observações.
Após a 3ª injecção considera-se a resposta insu%ciente quando a AV melho-
ra menos que 5 letras e a espessura foveal diminui menos que 10%. Deverá
considerar-se então uma terapêutica alternativa, do mesmo ou de outro gru-
po terapêutico, ou terapêutica combinada com corticóides, em dispositivo de
libertação prolongada6, acetato de dexametasona ou, nos casos considerados
clinicamente como EMD crónico (evolução superior a 18 meses ou presença de
EMD difuso e múltiplos exsudados lipo-proteicos e placas lipoproteicas) iniciar
acetato de `uocinolona
7,8
. Em caso de contra-indicação para anti-VEGF
9
(EAM
ou AVC há menos de 3 meses, grávidas ou a amamentar, doentes com reacções
graves associadas ao uso de anti-VEGF), o uso de corticóide de acção prolonga-
da está indicado em 1ª opção, e também poderão ser considerados em doentes
pseudofáquicos, e quando é importante diminuir o
burden
, incluindo doentes
naives
. A terapêutica laser tem sido usada nos ensaios clínicos como terapêuti-
ca de resgate quando as injecções intravítreas não mostram e%cácia (cerca de
40% no Protocolo I
10,11,12
do estudo
DRCR.net). Nos ensaios o laser foi introdu-
zido aos 3 meses (Rise e Ride
13,14
) ou aos 6 meses (Vivid e Vista
15
). No Protocolo
I os doentes tratados com ranibizumab + laser imediato (até 10 semanas após a
IIV) requereram menos 3 injecções, mas %zeram mais 3 sessões de laser ao %m
de 3 anos, que os doentes que %zeram laser diferido (às 24 semanas após a IIV).
Por outro lado o laser diferido consegue melhor ganho visual. É clínicamente
defensável o uso do laser em terapêutica combinada com anti-VEGF e/ou cor-
ticóide ao critério do oftalmologista, suportando esta opção na evidência dos
ensaios clínicos referidos. Contudo há que distinguir entre laser macular e laser
periférico, tendo sempre presente que na área macular se deverá usar o mínimo
laser possível, preferencialmente os lasers minimamente lesivos da retina: laser
milipulsado tipo Pascal com EpM, laser micropulsado
16
ou laser convencional
com parâmetros de%nidos como ETDRS modi%cado
DRCR.net2007. Na reti-
nopatia diabética proliferativa com edema macular está indicado o tratamento
anti-VEGF que, além de reduzir a espessura macular promove a regressão da
neovascularização
17
.
Justi%ca-se uma referência à maculopatia isquémica, que não parece ser
uma contra-indicação para a terapêutica anti-VEGF
18
, mas um tratamento pro-
longado justi%ca vigilância, que hoje em dia poderá ser melhor realizada pelo
OCT-A, sobretudo em face de uma área foveal avascular aumentada com um
diâmetro superior a 1000 µm
19
.
Estamos a viver uma verdadeira revolução no tratamento do edema macular
diabético e na compreensão da sua %siopatologia. Com os avanços da cirur-
gia e a síntese de drogas com semi-vida cada vez mais longa, dispomos de




