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PERGUNTAS & RESPOSTAS

EMD

- Edema Macular Diabético

Tem sido dada grande importância ao estudo angiográ%co da retina periféri-

ca na Retinopatia Diabética. Wessel et al concluem que a melhoria na visuali-

zação da retina periférica com a utilização dos equipamentos de Campo Amplo

altera, agravando em 2 graus, a classi%cação da Retinopatia Diabética (

Diabetic

Retinopathy Severity Scale

) e desta forma in`uencia o tratamento e

follow-up

dos doentes com Retinopatia Diabética

1

.Também o Edema Macular Diabético,

nomeadamente o edema macular refractário à terapêutica parece estar relacio-

nado com o grau de isquemia periférica pelo que a sua documentação angio-

grá%ca se reveste de grande importância

2,3,7

. Silva

et al

introduzem o conceito

de

Predominantly Peripheral Lesions

(PPL), quando mais de 50% das lesões de

Retinopatia Diabética se encontram fora dos “DRS/ETDRS – 7

Standard Fields

”.

A presença de PPL, documentada angiogra%camente, parece acelerar a pro-

gressão da retinopatia diabética de forma independente do grau de severidade

da retinopatia inicial e dos níveis de HbA1c. Segundo estes autores, a presença

destas lesões aumenta portanto o risco de aparecimento de edema macular e

quase quintuplica (4.7x) o risco de desenvolvimento de Retinopatia Diabética

Proliferativa

4,5

.

Concluindo, parece importante salientar que a Angiogra%a Fluoresceínica

desempenha um papel primordial na forma de abordagem do doente diabético

com edema macular; por um lado porque contribui para a sua classi%cação, por

outro porque integra o Edema Macular na avaliação de toda a retina periférica

contextualizando-o no todo que é a Retinopatia Diabética.

Do ponto de vista terapêutico este aspecto reveste-se de alguma impor-

tância na decisão do

timing

e tipo de terapêutica a adoptar. Ahmed

et al

. e J.

Fernando

et al

. defendem que a fotocoagulação selectiva das áreas não perfun-

didas documentadas angiogra%camente (

Target Laser Photocoagulation

) conduz

à melhoria e/ou prevenção do edema macular

6,7

. Por outro lado não podemos

tratar a Retinopatia Diabética com isquemia periférica documentada angiogra%-

camente sem ter em conta a presença ou não de edema macular (Figuras 1 e 2).

Parece cada vez mais evidente que o Edema Macular Diabético é uma

doença primária da periferia retiniana que afecta a região macular de forma

secundária. A Angiogra%a Fluoresceínica, sobretudo a obtida com equipamen-

tos de Campo Amplo, poderá, e deverá, desempenhar um papel fundamental

em identi%car doentes diabéticos em risco de desenvolver Edema Macular e em

orientar a terapêutica e

follow-up

eventualmente abrindo horizontes para novos

protocolos terapêuticos

2,8

.