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PERGUNTAS & RESPOSTAS
EMD
- Edema Macular Diabético
internos da retina) e extensão dos PROS (segmentos externos dos fotorrecepto-
res) tem mostrado resultados mais controversos, apresentando-se com signi%cado
preditivo em apenas alguns estudos
12,13
. Estes dois últimos são novos factores que
ainda não foram extensivamente estudados, pelo que o seu verdadeiro valor pre-
ditivo ainda não está estabelecido. A espessura coroideia tem vindo a ser analisa-
da como potencial factor de prognóstico (Figuras 1 e 2).
Presença de descolamento neurossensorial (DRNS)
O descolamento neurossensorial foveal ocorre em cerca de 15 a 30% dos
casos de maculopatia quística diabética. Associa-se frequentemente a níveis mais
elevados da HbA1c e a rotura das barreiras hemato-retinianas interna e externa.
Poderá ser considerado parte do processo de reabsorção do EM, a sua evolu-
ção não tem relação com a gravidade do EM. Os maiores ganhos em letras ao ser
tratado estarão directamente relacionados com uma acuidade visual mais baixa
pré-tratamento. A diminuição da sensibilidade retiniana estará relacionada com o
alto teor em proteínas desse descolamento, que altera a oxigenação e eliminação
de metabolitos pela camada dos fotorreceptores.
O acumular de `uido nesse espaço está associado a uma drenagem compro-
metida do sistema vascular – retina e coróide, e a uma diminuição da função do
EPR (condicionamento da sua função de bomba pela hipóxia) (Figura 2).
Importância da coróide
A coroidopatia diabética, provável doença in`amatória associada a aumento
da adesão de leucócitos e maior número de neutró%los polimorfonucleares, está
associada a áreas de perda vascular. Observa-se frequentemente diminuição da
vascularização coroideia subfoveal. Estudos com
swept source
- OCT (SS-OCT)
documentam tortuosidade e perda dos vasos intermédios e de grande calibre nas
camadas de Sattler e de Haller (Figura 3).
As variações observáveis na espessura da coróide após determinadas tera-
pêuticas, como o uso de anti-VEGF no EMD, carecem ainda de estudos mais
detalhados. É mais frequente a diminuição dessa espessura.
Fig. 3
EMD com tração vítreomacular; irregularidades dos vasos coroideus




