39
RETINOGRAFIA
A retinografia foi descrita em 1800, embora o uso na prática clínica date
de 1950, após avanços na fotografia eletrónica com
flash
e nas câmaras de
fundo de 35-mm
10
. A câmara de fundo é um microscópio de baixa potên-
cia com uma câmara anexa. Ao longo dos anos, a técnica registou avanços:
função não midriática; aquisição estereoscópica, com filtros coloridos ou
após administração de produtos de contraste, e de campo amplo; transição
da imagem em filme para digital
11-13
. Atualmente existem adaptadores para
aquisição de imagem por
smartphones
durante a oftalmoscopia.
A retinografia (filme ou digital) deve ser adquirida de acordo com proto-
colos: sem ou com estereopsia (neste caso essencial para avaliar o aumento
de espessura da retina, isto é, o edema), campo de visão de 30º (ou 35º),
45º-50º ou 60º (maior campo, menor detalhe). O estudo ETDRS usou o pro-
tocolo de aquisição de 7-campos
standard
, com estereopsia e campo de 30º
8
,
um protocolo complexo mas muito usado, em particular em estudos multi-
cêntricos.
Nos últimos anos, a imagem digital substituiu a fotografia em filme, e
tem vantagens: facilidade na visualização, com acesso imediato, podendo
ser repetida e rapidamente interpretada; permite duplicação, manipulação,
arquivo, transmissão, e comparação futura
14
. As imagens digitais podem ser
adquiridas remotamente, no âmbito de rastreios populacionais ou projetos de
investigação clínica multicêntricos, e enviadas para centros de leitura para
classificação manual ou automática (Figura 1).
EMD
Oftalmoscopia
Sem EMD
EM aparentemente ausente
EMD
EM aparentemente presente
EMD Ligeiro
Edema e/ou exsudados duros distantes do centro
EMD Moderado
Edema e/ou exsudados duros que ameaçam a fóvea
EMD Grave
Edema e/ou exsudados duros na fóvea
Tabela 2
Escala Internacional de gravidade do EMD
9
.
EMD – edema macular diabético, EM – edema macular.




