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RETINOGRAFIA

A retinografia foi descrita em 1800, embora o uso na prática clínica date

de 1950, após avanços na fotografia eletrónica com

flash

e nas câmaras de

fundo de 35-mm

10

. A câmara de fundo é um microscópio de baixa potên-

cia com uma câmara anexa. Ao longo dos anos, a técnica registou avanços:

função não midriática; aquisição estereoscópica, com filtros coloridos ou

após administração de produtos de contraste, e de campo amplo; transição

da imagem em filme para digital

11-13

. Atualmente existem adaptadores para

aquisição de imagem por

smartphones

durante a oftalmoscopia.

A retinografia (filme ou digital) deve ser adquirida de acordo com proto-

colos: sem ou com estereopsia (neste caso essencial para avaliar o aumento

de espessura da retina, isto é, o edema), campo de visão de 30º (ou 35º),

45º-50º ou 60º (maior campo, menor detalhe). O estudo ETDRS usou o pro-

tocolo de aquisição de 7-campos

standard

, com estereopsia e campo de 30º

8

,

um protocolo complexo mas muito usado, em particular em estudos multi-

cêntricos.

Nos últimos anos, a imagem digital substituiu a fotografia em filme, e

tem vantagens: facilidade na visualização, com acesso imediato, podendo

ser repetida e rapidamente interpretada; permite duplicação, manipulação,

arquivo, transmissão, e comparação futura

14

. As imagens digitais podem ser

adquiridas remotamente, no âmbito de rastreios populacionais ou projetos de

investigação clínica multicêntricos, e enviadas para centros de leitura para

classificação manual ou automática (Figura 1).

EMD

Oftalmoscopia

Sem EMD

EM aparentemente ausente

EMD

EM aparentemente presente

EMD Ligeiro

Edema e/ou exsudados duros distantes do centro

EMD Moderado

Edema e/ou exsudados duros que ameaçam a fóvea

EMD Grave

Edema e/ou exsudados duros na fóvea

Tabela 2

Escala Internacional de gravidade do EMD

9

.

EMD – edema macular diabético, EM – edema macular.