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Qual a morfologia do OCT no EMD?
Sandra Barrão, Susana Penas
O recurso a técnicas de análise de imagem multimodal permitiu o reco-
nhecimento e aplicação de novos conceitos no diagnóstico, classi%cação,
tratamento e prognóstico do EMD. O uso simultâneo do OCT espectral e da
angiogra%a `uoresceínica veio trazer uma nova série de achados morfológicos
que tornou mais complicada a clássica de%nição do edema macular clinica-
mente signi%cativo – EMCS - segundo o
Early Treatment of Diabetic Retinopa-
thy Study
(ETDRS). A variabilidade de de%nições e classi%cações para edema
diabético focal e difuso, motivou o
Diabetic Retinopathy Clinical Research
Network
(DRCR.net) a recomendar um sistema de classi%cação baseado em
achados e medidas objetivas do OCT, atendendo ainda à extensão e locali-
zação do espessamento macular, ao envolvimento do centro da mácula e à
evidência de alterações da interface vítreo-retiniana
1
.
Tornou-se então imperativa uma classificação estandardizada que facili-
tasse a terminologia de modo a melhor definir factores prognósticos, decisões
terapêuticas e avaliações objectivas de resultados, criando uma linguagem
universal e consensual que permitisse uma melhor comunicação entre clí-
nicos.
A IDENTIFICAÇÃO, QUANTIFICAÇÃO E MONITORIZAÇÃO DO EMD
COM OCT
É consensual a utilização da espessura média central na avaliação do edema
macular, pela sua elevada reprodutibilidade e correlação com outros parâmetros
medidos nesta mesma área. O
DRCR.netpropôs então uma classi%cação quanti-
tativa do edema macular em sub-clínico ou clínico baseada nos valores centrais
de espessura de OCT em sistemas
Spectral-Domain
(SD).
EDEMA MACULAR CLÍNICO
(
ClinicalTrials.gov Identi2er:
NCT01909791)2:
- Espessura macular ≥290 μm em mulheres e ≥305 μm em homens no
sistema Cirrus
®
SD- OCT
- Espessura macular ≥305 μm em mulheres e ≥320 μm em homens no siste-
ma Spectralis
®
SD- OCT




