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simultânea da imagem en face com o B-scan ajuda a diferenciar uma da outra.
Além disso, na imagem
en face
do OCTA os espaços cistóides apresentam carac-
terísticas típicas como aspeto arredondado/ alongado e aparecem totalmente a
negro (por ausência completa de sinal), enquanto as áreas de isquémia têm um
aspeto mais acinzentado e bordos mais irregulares
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(Figura 3).
Outra vantagem do OCTA é a capacidade para quanti%car `uxos, densidades
vasculares ou áreas de isquémia, incluindo a área da zona foveal avascular, já
disponível em vários
softwares
. O OCTA parece aliás ser superior à AF na dete-
ção e consequente quanti%cação destas áreas de isquémia, que por sua vez se
Fig. 2
AF e respetivo OCTA na RD. Embora vários microaneurismas sejam detetados
quer pela AF quer pelo OCTA (a amarelo), outros não são detetados no OCTA
embora sejam bem visíveis na AF (a vermelho).
Fig. 3
Retinopatia diabética com edema macular.
A)
O plexo super%cial mostra
alargamento da zona foveal avascular, dropout e amputação capilar, vasos
tortuosos e microaneurismas
B)
O alargamento da zona foveal avascular é
mais evidente no plexo profundo, com maior disrupção capilar.
C)
O B-scan
do OCT demonstra a presença de EMC, que é visível nas imagens en face
como áreas arredondadas e totalmente sem sinal (setas amarelas).




