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PERGUNTAS & RESPOSTAS

EMD

- Edema Macular Diabético

traduzem clinicamente no grau de gravidade da maculopatia diabética

2,4

. Um

estudo mostrou que a área foveal avascular é superior em ambos os plexos em

doentes com RD quando comparados com controlos saudáveis, a densidade da

área vascular e a densidade de comprimento vascular dos dois plexos também

são signi%cativamente inferiores em doentes com RD, e tem tendência a diminuir

com a progressão da doença. Além disso, demonstraram ainda haver correlação

entre a área da zona foveal avascular e a densidade de comprimento vascular, e

a acuidade visual

8

.

Outros estudos focaram-se na reposta terapêutica a anti-VEGF no EMD e as

características observadas no OCTA, bem como sobre o seu valor preditivo

3,9

.

A análise da isquémia macular por OCTA com diminuição da densidade vas-

cular e alargamento e disrupção da zona foveal avascular, em especial no ple-

xo profundo, pode por exemplo, explicar a ausência de recuperação funcional

após tratamento do EMD, ou mesmo ajudar a prever à partida a resposta destes

doentes quando se inicia tratamento. Lee J.

et al

demonstraram que o número

total de microaneurismas e a área da zona foveal avascular eram superiores, e a

densidade de `uxo vascular no plexo profundo era signi%cativamente menor em

doentes com EMD e má resposta a tratamento com anti-VEGF, comparado com

bons respondedores. Além disso, estas diferenças entre bons e maus responde-

dores só se veri%caram para o plexo profundo e não para o super%cial

3

. Outros

estudos mostraram também que locais de disrupção do plexo profundo no OCTA

se co-localizam com zonas de dano a nível dos fotorreceptores e de disrupção

da camada plexiforme externa no SD-OCT convencional. Estima-se que cerca

de 15% do fornecimento de oxigénio aos fotorreceptores é suprido pelo plexo

profundo, o que explicará esta associação

3

. O OCTA fornece assim todo um novo

conjunto de informação clínica, permitindo a análise de novos parâmetros que

no futuro podem vir a ser biomarcadores úteis e preditivos de resposta terapêutica

no tratamento do EMD

3,4

.

O OCTA, no entanto, não fornece informações dinâmicas no que toca ao

derrame, componente fundamental do EMD. No entanto, as alterações já refe-

ridas permitem avaliar o grau de lesão vascular macular associada à retinopatia

diabética, e a utilização concomitante de B-scans de OCT convencionais per-

mite avaliar a presença de `uido retiniano e a sua variação ao longo do tempo e

em resposta às terapêuticas instituídas. O OCTA permite assim um seguimento

rápido e adequado à prática clinica, no que toca ao estadiamento e progressão

da maculopatia diabética, e avaliação da resposta do EMD ao tratamento.

Uma palavra %nal em relação ao OCTA na retinopatia diabética prolifera-

tiva: de um modo geral o OCTA ainda não permite a deteção rotineira de neo-

vasos, no entanto, a deteção de neovasos no pólo posterior é possível através

de OCTA e a sua anatomia, ao não ser mascarada pelo derrame de `uoresceí-

na, é inclusivamente melhor avaliada (Figura 4). A sua regressão em resposta

ao tratamento e eventual reativação também é possível de analisar através de