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PERGUNTAS & RESPOSTAS

EMD

- Edema Macular Diabético

A vitrectomia

via pars plana

(vvpp) tem indicação no EMD com tração

vítreo-macular ou por membrana epirretinina quando a resposta à injeção de

anti-VEGF ou implante de dexametasona é incompleta

9,22

.

Nos últimos anos, diversas estratégias têm vindo a ser testadas no que

diz respeito à

terapêutica combinada

no EMD. Seja na forma de terapêuti-

ca dupla ou tripla, diferentes combinações foram testadas, usando os vários

agentes disponíveis nomeadamente o laser, os corticoides, agentes antiangio-

génicos e ainda a vitrectomia.

A terapêutica combinada de

ranibizumab e laser

foi avaliada nos estudos

READ-2, RESTORE, e pelo

DRCR.net,

tornando-se evidente que este fármaco,

associado à laserterapia imediata ou diferida, é mais eficaz do que o laser em

monoterapia

16,23,24

.

O

Estudo TREX-DME

investigou o papel do laser guiado pela angiogra-

fia como terapêutica complementar dos anti-VEGF em regime de

treat and

extend

. Os resultados visuais da terapêutica combinada não foram superiores

aos do anti-VEGF quando utilizado isoladamente, embora haja uma diminui-

ção discreta do número de injeções efectuadas

25

.

De igual modo, de acordo com o

DCRC.net

, a associação de

TCN com

laser

não revelou superioridade face à monoterapia com laser no entanto,

essa superioridade torna-se evidente quando se consideraram apenas os

olhos pseudofáquicos

23

.

O

DRCR.net

Protocolo I

avaliou a e%cácia do uso de TCN e do ranibizumab

IVT em combinação com a fotocoagulação macular precoce e tardia. Aos dois

anos, os resultados do tratamento com esteróides foram inferiores aos obtidos

com o ranibizumab (com ou sem laser associado) e aos dos subgrupos tratados

apenas com fotocoagulação

26

. Deste ensaio clínico concluiu-se que o ranibizu-

mab tem resultados visuais superiores aos do laser convencional no tratamento

do EMD; a utilização conjunta do laser pode diminuir o número de injeções do

anti-VEGF, mas não melhora os resultados visuais %nais; o laser diferido pode

bene%ciar pacientes com má AV inicial; nos pseudofáquicos, a TCN pode ter

resultados visuais comparáveis aos do ranibizumab, mas nos fáquicos tem um

risco aumentado de progressão de catarata, hipertensão ocular, necessidade

de terapêutica anti-glaucomatosa e de cirurgia do glaucoma; num terço dos

pacientes, o ranibizumab melhora a severidade da RD em dois ou três graus; a

TCN também o faz, mas em menor escala

27

.

Por outro lado, a terapêutica combinada de

bevacizumab e TCN

foi por

sua vez comparada com a laserterapia por

Soheilian

e colaboradores. O

bevacizumab IVT isolado foi mais vantajoso do que em associação com a

TCN e do que o laser em monoterapia. A TCN não trouxe vantagem quando

associada ao bevacizumab, pelo contrário mostrou resultados mais desfavo-

ráveis relativamente à AV. É possível que este achado se deva ao seu efeito

cataratogénico

28

.