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PERGUNTAS & RESPOSTAS

EMD

- Edema Macular Diabético

Se surgir um EMD a estratégia de tratamento passa por uma observação

mais cuidada e controlo dos fatores de risco, podendo ter-se uma atitude mais

expectante uma vez que alguns EMD regridem espontaneamente após o par-

to

2,3

, pelo que não devem ser tratados de forma precipitada. Caso o EMD não

melhore, piore ou ameaçe a visão deve-se iniciar o tratamento com laser focal

ou em grelha, em função do padrão de difusão na AF. Se houver difusão foveal,

ponderar o uso de laser não convencional (micropulsado/subliminar).

Se o laser não for e%caz, deve ponderar-se o uso de injeção intravítrea (IIV)

de corticóides. O

DRCR.net

5

demonstrou que o laser é superior à IIV de Trian-

cinolona aos 3 anos, mas que os esteróides são mais e%cazes que o laser aos 4

meses, em termos de acuidade visual (AV) e de redução da espessura retiniana.

Como após o parto pode haver uma regressão da gravidade da RD e a gravidez

está limitada no tempo uma terapêutica e%caz mas circunscrita no tempo é uma

alternativa válida, não se justi%cando o uso de corticóides sintéticos `uorados

de longa duração (dexametasona e `uocinolona) pelo que a opção poderá pas-

sar pelo uso de triancinolona

off-label

, evitando ao máximo o seu uso no pri-

meiro trimestre. Se houver alguma contra-indicação para o uso dos esteróides

poder-se-á usar, de forma excepcional e em casos extremos, os anti-VEGF (

Vas-

cular endotelial growth factor

) no 2º ou 3º trimestre. Estes são potencialmente

teratogénicos e embrio/fetotóxicos, logo não devem ser usados a não ser que o

benefício ultrapasse largamente o potencial risco para o feto.

TRATAMENTO DO EMD NA CRIANÇA

Este grupo de doentes deverão ter a sua primeira observação 3 a 5 anos após

o diagnóstico da DM e após os 10 anos, com uma periodicidade anual, atenden-

do ao facto de que a RD surge em média 8 a 10 anos após o diagnóstico

6,7

. Se

se iniciar um controlo mais agressivo da DM, em crianças previamente mal con-

troladas, devem ser avaliados imediatamente e trimestralmente por um ano

6,7

.

Felizmente o EMD é extremamente raro na população pediátrica com uma

incidência menor a 1 por cada 100.000 pessoas por ano

8

.O tratamento das

crianças será tendencialmente o usado nos adultos com as particularidades rela-

cionadas a este escalão etário.

O tratamento padrão nos adultos baseia-se nos anti-VEGF IV, mas estes e os

corticóides IV não são frequentemente usados neste grupo pediátrico pelo receio

dos efeitos laterais, oculares e sistémicos, não estando aprovado o seu uso na

população pediátrica. No entanto, o uso de anti-VEGF

off label

em crianças com

retinopatia da prematuridade está a aumentar sem efeitos adversos signi%cati-

vos

6

, pelo que o seu uso é uma opção válida, limitado pela tolerabilidade das

injeções repetidas (grupo etário onde os futuros dispositivos de libertação lenta

poderão ser muito úteis).