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Como diagnosticar e tratar o EMD na grávida e
na criança?
João Chibante Pedro
O diagnóstico de retinopatia diabética (RD) requer a combinação de uma
observação clínica cuidada e de meios complementares de diagnóstico de ima-
gem adequados.
A observação deve ser realizada com dilatação pupilar, usando oftalmoscopia
indireta, ou preferencialmente, através de lâmpada de fenda com interposição de
lente de contacto ou de não contacto, sem restrições nestes dois tipos de doentes.
As duas técnicas de imagem usualmente utilizadas no diagnóstico do edema
macular diabético (EMD) são o
Optical Coherence Tomography
(OCT), que no
caso das grávidas, não há qualquer limitação no seu uso e no caso das crianças
estará dependente da colaboração destas, mas atendendo a que raramente existe
RD abaixo dos 10 anos
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, independentemente da duração da DM, este exame
poderá ser realizado na grande maioria dos doentes em idade pediátrica. A `uo-
resceína usada na angiogra%a `uoresceínica (AF) não foi relacionada com efeitos
teratogénicos, contudo deverá ser evitada no primeiro trimestre, a não ser que
seja estritamente necessária. O seu uso na população pediátrica estará novamen-
te dependente da sua colaboração.
TRATAMENTO DO EMD NA GRÁVIDA
O plano de vigilância deverá idealmente iniciar-se com uma observação pré-
via à conceção, e se não revelar RD, bastará uma consulta trimestral. Se nessa
consulta inicial houver lesões de RD a grávida deverá ser reavaliada mensal-
mente, ou antes, em função da gravidade da RD e dos seus fatores de risco de
progressão, sendo muitas vezes necessário antecipar o tratamento para antes da
conceção
2,3
.
Na grávida há um maior risco de desenvolvimento e de progressão da RD
2,3,4
,
que se agrava com os seguintes fatores
4
: a própria gravidez, o controlo glicémi-
co prévio e durante a gravidez (nomeadamente a queda abrupta da HbA1c), a
duração da DM, a RD pré existente, a tensão arterial sistólica, a nefropatia e a
pré-eclampsia, pelo que o bom controlo metabólico dos fatores controláveis
torna-se pedra basilar do tratamento destas doentes.




