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A tomografia de coerência óptica (OCT) é,

hoje, considerada um método complemen-

tar de diagnóstico essencial no estudo da

retina, no diagnóstico e na monitorização

da progressão da doença e na resposta à

terapêutica.

Neste capítulo o foco centra-se no estudo

da interface vítreo-retiniana.

Esta ferramenta de alta tecnologia, em es-

pecial o

spectral domain

OCT (SD-OCT),

permite apreender o conceito das forças de

tracção antero-posterior e tangencial exis-

tentes na interface vítreo-retiniana, identifi-

car a localização das alterações das estru-

turas funcionais relevantes consequentes

e ser um factor predictivo prognóstico do

compromisso da função visual e da recupe-

ração da mesma após a terapêutica instituí-

da (baseando-se na arquitectura da retina

neurossensorial e camada dos fotorrecep-

tores) (Figura 1).

Perante a possibilidade desta “biópsia óp-

tica”, não invasiva, rápida, bem tolerada e

reprodutível, em tempo real, impõe-se ma-

ximizar as potencialidades do método, de

Capítulo 21.

Qual a estratégia de realização da tomografia

de coerência óptica que devemos utilizar na

patologia da interface?

Sandra Barrão

Figura 1.

Adesão e tracção

vítreo-retiniana.