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A interface vítreo-retiniana

AVM, TVM e BM

25 Perguntas e respostas

facção no vítreo anterior, assistimos ao

aparecimento de vectores de forças no

vítreo, verdadeiros andaimes que podem

guiar a proliferação vítreo-retiniana quer

para o interior do vítreo quer ao longo da

superfície retiniana

6

.

Assim, após o aparecimento de pro-

liferação vítreo-retiniana, fibroblastos

secundados por neovasos retinianos

“agarram-se” aos “andaimes” vítreos pro-

liferando centripetamente: A) para o cen-

tro do vítreo (Figuras 1 e 2), B) para o

disco óptico (Figuras 1 e 3), C) para a

proliferação contralateral, D) para a

pars

plana

(Figura 4), E) para o corpo ciliar e

F) para a cápsula posterior do cristalino

podendo originar, neste último caso, a

“fibroplasia retrolenticular” (Figuras 5, 6

e 7), nome dado às primeiras apresen-

tações da ROP nos anos 60 (estádio V da

ROP). Quando os neovasos e fibroblas-

tos são guiados ao longo da retina entre

a virtual hialoideia posterior e a limitante

interna (neovasos planos da ROP agres-

siva posterior, Figura 8)

5

criam-se forças

Figura 3.

Oito meses após o tratamento laser, membrana

avascular com crescimento centrípeto em

direcção ao disco óptico provocando tracção e

descolamento de retina localizado (ROP estádio

IV-A).

Figura 2.

Membrana traccionando a retina para o centro

do olho e anteriormente, deixando vislumbrar a

retina anterior avascular já descolada e posterior

vascularizada parcialmente aplicada (estádio IV-B).