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A interface vítreo-retiniana
AVM, TVM e BM
25 Perguntas e respostas
dos segmentos internos/externos dos FR, (ou
linha elipsóide, segundo alguns autores) visível
no OCT.
4
Este achado poderá traduzir a recu-
peração funcional do complexo EPR-FR, pré-
via à recuperação anatómica
4
. O
printing
vas-
cular retiniano, detectável na autofluorescência
pode ainda ajudar a quantificar as metamor-
fópsias e as alterações da retina externa
5
.
AF NO BURACO MACULAR (BM) E
SEU VALOR PROGNÓSTICO
Do mesmo modo, a autofluorescência tem-
-se demonstrado útil no diagnóstico e ava-
liação pré e pós-operatória de doentes com
BM (Figuras 3 e 4). Enquanto os pseudo-bu-
racos não apresentam alterações na AF, a
ausência parcial (buracos lamelares) ou total
(buracos maculares) da retina neurossenso-
rial foveal, e consequentemente dos pigmen-
tos lúteos aí presentes que absorvem a luz
azul, resulta num marcado aumento da AF
foveal. Tal acontece devido à melhor visua-
lização da lipofuscina presente no EPR di-
rectamente subjacente. A evidência de uma
pequena área central hipoautofluorescente
pode ser devida ao efeito máscara de um
opérculo adjacente. A presença de um anel
hipoautofluorescente resulta da presença de
fluído sub-retiniano, enquanto a área de re-
lativa hipoautofluorescente circundando este
anel resultará do espessamento dos bordos
Figura 3.
A e C) BM grande, com aderência
vítrea focal. B) A autofluorescência
evidencia uma área central de
hiperAF correspondendo ao
buraco, rodeada de anel hipoAF
pela presença de fluído sub-
retiniano e de outro anel mais
excêntrico de relativa hipoAF, onde
se identifica um padrão estrelado,
com estrias radiárias hipoAF (seta
vermelha), resultado de cistos intra-
retinianos na plexiforme externa.
D e F) – Buraco macular grande,
com longo tempo de evolução,
E) Padrão de hipoAF marcada,
resultando de atrofia secundária
do EPR no leito do buraco macular
e no anel circundante. O halo
hiperautofluorescente corresponde à
transição para um EPR normal.
G e I) Buraco lamelar com
proliferação epirretiniana (LHEP), H)
Evidencia-se uma hiperAF central
muito mais ténue correspondendo ao
buraco central.
A
B
C
F
D
E
I
G
H




