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A interface vítreo-retiniana
AVM, TVM e BM
25 Perguntas e respostas
O
síndrome de tracção vítreo-macular
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(STVM) está implicado na fisiopatologia de
uma série de alterações maculares, como
buraco macular, edema macular quístico,
membrana epirretiniana, maculopatia miópica
traccional, maculopatia diabética traccional,
dependentes da morfologia, dimensão e seve-
ridade da adesão VM. A ecografia cinética põe
em evidência este conjunto de forças traccio-
nais e identifica os pontos de contacto vítreo-
-maculares. Com sonda de 20MHz é possível
reconhecer
o edema macular
como um es-
pessamento em forma de cúpula (Figura 5 A) e
nalguns casos mesmo com um espaço quísti-
co no seu interior (Figura 5 B). Pelo contrário,
no
buraco macular
geralmente é evidente o
espessamento centrado por uma depressão
(Figura 5 C), associado a um opérculo no vítreo
ou um DPV completo.
A
hemorragia pré-macular
, entre a HP e a
MLI ou entre esta e a retina, faz parte do quadro
clínico e pode mesmo ser o primeiro sinal de
algumas doenças sistémicas como a retinopa-
tia hipertensiva, síndromes linfoproliferativos e
discrasias hemorrágicas. A localização, exten-
são e densidade são variáveis e dependem da
existência prévia de DPV. Na ecografia identi-
fica-se uma membrana/massa justarretiniana
hiperreflectiva, de espessura variável, limitada
anteriormente pela HP, que pode não ser visí-
vel (Figura 6 A). Quando esta está descolada,
o sangue tende a formar um nível posterior
(Figura 6 B). A
hemorragia macular
frequen-
temente associada à degenerescência macular
da idade (DMI) pode acompanhar-se de HV e
assumir proporções que obrigam sempre ao
diagnóstico diferencial com melanoma da co-
roideia. Na DMI a morfologia é variável, a re-
Figura 4.
DR traccional: A) DR em tenda; B) DR em planalto; C) vitreoesquisis.
Figura 5.
STVM: A) com edema macular; B) com espaço quístico; C) buraco macular
Memb
Edema
A
B
C
A
B
C




