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ou da deslocação do pigmento lúteo, acha-
dos estes confirmados por OCT e estudos
histopatológicos
6,7
. Alguns autores descre-
vem ainda, nesta última área, a presença de
estrias radiárias hipoautofluorescentes, as-
sociadas a cistos intra-retinianos detetáveis
a nível da plexiforme externa, associando-se
a BM de menores dimensões, com melhor
acuidade visual pré-operatória e a maior taxa
de encerramento pós-operatório
6
.
O encerramento do BM acompanha-se de
uma redução da AF devido ao preenchi-
mento da loca com tecido retiniano ou glial.
O índice de redução da AF foveal no pós-
-operatório destes doentes mostrou-se um
factor predictivo na avaliação do sucesso
cirúrgico, assim como na função do EPR e
FR, podendo complementar o valor prog-
nóstico do OCT.
6,7
.
Capítulo 24. A angiografia fluoresceínica e a autofluorescência são úteis na patologia da interface?
Figura 4.
A e B) Avaliação pré operatória de doente com BM, com hiperAF central e halo hipoAF circundante.
C e D) Avaliação pós-operatória evidenciando no OCT um encerramento do BM com normalização da
autofluorescência e melhoria da AV para 7/10.
A
C
B
D




