121
Capítulo 25. Qual a importância da ecografia no estudo da interface vítreo-retiniana?
delgada de média reflectividade aderente à
retina (Figura 2 A) e que no exame cinético
pode causar o seu levantamento. A
rasgadu-
ra associada ou não a DR
é caracterizada
pela presença de uma interface hiperreflecti-
va, saliente na cavidade vítrea, contígua com
a retina adjacente, que pode estar descolada.
Na maioria dos casos é possível identificar no
exame cinético o vítreo aderente à sua extre-
midade livre (Figuras 2 B e C).
O
hemovítreo
apresenta-se sob a forma de
múltiplos pontos brilhantes de baixa/média
reflectividade, móveis na cavidade vítrea. Na
presença de um DPV, o sangue pode per-
manecer entre a HP e a retina, mantendo-se
fluído e com tendência para formar um nível
posterior –
hifema posterior
(Figura 3 A). Em
hemorragias mais antigas e organizadas sur-
gem várias interfaces sob a forma de bandas
e membranas (Figura 3 B), que podem simular
um descolamento de retina ou corresponder a
um verdadeiro DR traccional (Figura 3 C).
O
descolamento de retina traccional
em
forma de tenda (Figura 4 A) ou de planalto
(Figura 4 B) está frequentemente associado à
retinopatia diabética proliferativa e localiza-se
preferencialmente nas zonas de maior aderên-
cia, em especial entre as arcadas vasculares.
Em alguns doentes com DR e HV é possí-
vel identificar a separação do córtex vítreo
posterior em dois folhetos –
vitreoesquisis
(Figura 4 C), ambos com reflectividade média
e aderentes à retina nas zonas de proliferação
fibrovascular.
Figura 3.
Hemovítreo: A) HV com hifema posterior; B) HV organizado; C) HV com tracção retiniana.
Figura 2.
DPV: A) aderência VR; B) rasgadura retiniana com tracção; C) DR regmatógeno.
A
B
C
A
B
C




