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Capítulo 25. Qual a importância da ecografia no estudo da interface vítreo-retiniana?

flectividade interna é alta, a estrutura interna

é muito irregular e sem atenuação dos ecos

(Figura 6 C).

CONCLUSÃO

Actualmente, nenhum método imagiológico

por si só possibilita a aquisição de imagens

fiáveis e reprodutíveis do corpo vítreo e da

interface vítreo-retiniana e das suas relações

dinâmicas

19

. No entanto, com a combinação

dos vários métodos ao nosso dispor e com

a optimização das suas capacidades es-

pecíficas, é possível determinar com maior

fiabilidade a presença de alterações relacio-

nadas com estas estruturas. Referimo-nos,

nomeadamente, ao descolamento poste-

rior do vítreo normal ou anómalo e às suas

consequências sobre o complexo retina-co-

roideia. A ecografia oftálmica, realizada por

oftalmologista treinado e familiarizado com

a patologia vítreorretiniana, tem demonstra-

do ao longo dos anos que continua a ser

um exame actual e indispensável na prática

clínica diária. A utilização de sondas de 10

ou 20 MHz e a variação do ganho de acordo

com o segmento do globo ocular a estudar,

assim como o indispensável exame cinético,

são passos fundamentais para um correcto

diagnóstico ecográfico, que seguramente irá

contribuir para um diagnóstico clínico e deci-

são terapêutica eficazes.

Figura 6.

Hemorragia pré-macular e macular: A) associada a HV pouco denso; B) associada a HV denso localizado

entre a HP descolada e a retina (S de Terson); C) associada a DMI e HV.

A

B

C

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