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Capítulo 6. O que é a tracção vítreo-macular focal?
tipo 2 ou complexa que tem igualmente as-
trocitos, miofibroblastos, macrófagos e células
do epitélio pigmentado retiniano, implicando
no primeiro caso a presença de uma macu-
lopatia em “celofane” e no segundo caso um
pucker macular que condiciona uma sintoma-
tologia mais exuberante.
Meios auxiliares de diagnóstico
O OCT é o exame fundamental não só para o
diagnóstico da TVM, como também para a sua
caracterização e classificação, e igualmente
para a monitorização da terapêutica, reservan-
do-se a angiografia fluoresceínica para o des-
piste de patologias associadas
10
.
Tratamento
Ainda não estão estabelecidas
guidelines
para o tratamento da TVM, no entanto como
se verificou que esta pode desaparecer es-
pontaneamente em 10-11 % dos casos
1
0
, é
aceite que se deve esperar 3 meses até ter
uma atitude mais agressiva, que passa pela
vitreólise enzimática com ocriplasmina
11
,
ou
caso esteja presente uma MER, devemos en-
tão optar por uma vitrectomia via
pars plana
para a sua remoção, associando ou não o
peeling
da MLI
10
.
Prognóstico
a.
Pode resolver espontaneamente, com liber-
tação da tracção antero-posterior e normali-
zação da morfologia foveal (incluindo desapa-
recimento dos pseudo-quistos) com conse-
quente desaparecimento da sintomatologia
12
.
b.
Pode permanecer estável durante muitos
anos
13
.
c.
Pode evoluir para buraco lamelar ou buraco
macular de espessura completa
14
.
Figura 3.
TVM focal concomitante
associada a retinopatia
diabética. De destacar a
presença de uma membrana
epirretiniana, um quisto intra-
retiniano central e alterações do
EPR.
REFERÊNCIAS
1.
Barak Y, Ihnen MA, Schall S. Spectral do-
main optical coherence tomography in
the diagnosis and management of vitreo-
retinal interface pathologies. J Ophthalmol
2012;2012:876472.
2.
Ponsioen TL, Hooymans JM, Los
LI. Remodelling of the human vitre-
ous and vitreoretinal interface-a dy-
namic process. Prog Retin Eye Res
2010;29(6):580-95.




