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A interface vítreo-retiniana
AVM, TVM e BM
25 Perguntas e respostas
e incluem diminuição da acuidade visual (AV),
visão turva, metamorfópsia, micrópsia e fotóp-
sia
9,10
. Nalguns casos, contudo, os doentes
podem ser assintomáticos
10
.
EXAMES COMPLEMENTARES DE
DIAGNÓSTICO
Como referido anteriormente, o OCT é o
exame de eleição para o estudo da TVM,
facilitando o seu diagnóstico e monitoriza-
ção, bem como a identificação de altera-
ções concomitantes
2,9,10
. O OCT permite
ainda uma correcta medição da extensão
da adesão vítreo-macular, diferenciando
TVM alargada de focal, o que tem implica-
ção terapêutica
9,10
.
A angiografia fluoresceínica está apenas reserva-
da aos casos em que há suspeita de patologia
concomitante
10
e, neste exame, a TVM alargada
pode apresentar-se com padrão de difusão
9
.
TRATAMENTO
O tratamento pode consistir em: 1) obser-
vação; 2) vitreólise farmacológica; 3) vitrec-
tomia
10
.
Observação
Em 10-11 % dos casos, verifica-se resolução
espontânea da TVM e, ainda que este valor
seja inferior na TVM alargada, recomenda-se
observação durante pelo menos 3 meses, de
Figura 1.
TVM alargada isolada. Imagem de refletância com luz infravermelha demonstra a orientação do corte
tomográfico (A e C). O estudo por SD-OCT mostra (B) descolamento posterior do vítreo (DPV) perifoveal
com adesão vítreo-macular alargada, rectificação da depressão foveal e um quisto intra-retiniano e (D) DPV
perifoveal com adesão alargada e distorção da superfície retiniana (Imagens: cortesia de Nuno Gomes).
A
C
D
B




