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Capítulo 7. O que é a tracção vítreo-macular alargada?

modo a evitar procedimentos invasivos desne-

cessários

10

.

Vitreólise farmacológica

Quando não se verifica resolução espontânea

e existe um impacto negativo na AV, pode-

rá ser considerada a vitreólise farmacológica

com ocriplasmina.

Os ensaios de fase III mostraram que a re-

solução da TVM foi significativamente supe-

rior nos casos tratados com ocriplasmina

125 µg

vs

placebo, em ambos os géneros

(homens: p

=

0.01; mulheres: p

<

0.001)

10,13

.

No entanto, a vitreólise farmacológica teve

uma menor taxa de sucesso nos doentes

com TVM alargada

vs

TVM focal. A presença

de membrana epirretiniana concomitante foi

também um factor de pior prognóstico

10,13

.

Vitrectomia

Nos casos em que existe uma membrana

epirretiniana significativa e não são cumpri-

dos os critérios ideais para vitreólise enzimá-

tica, como é o caso da TVM alargada, deve

ser realizada vitrectomia. Sonmez et al

14

,

reportaram um ganho médio de 1,29±0,49

linhas de AV para os casos de TVM alargada.

Adicionalmente, a vitrectomia tem a vanta-

gem de permitir o

peeling

de uma membrana

epirretiniana concomitante e/ou da membra-

na limitante interna

10

.

Figura 2.

SD-OCT de uma TVM

alargada isolada, onde se

observa DPV perifoveal

com adesão vítreo-macular

alargada, distorção da

superfície foveal, edema

intra-retiniano e uma

membrana epirretiniana

concomitante (Imagem:

cortesia de Nuno Gomes).

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