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A interface vítreo-retiniana

AVM, TVM e BM

25 Perguntas e respostas

Na fundoscopia (Figura 4), observa-se uma

pequena solução de continuidade da retina ao

nível da fóvea, de espessura total, em forma de

ferradura ou crescente, dentro do anel amarelo.

DIAGNÓSTICO/EXAMES

COMPLEMENTARES DE

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de BM pequeno é feito através

do OCT, quando o defeito não é superior a

250 µm. Pode haver descolamento parcial da

hialoideia posterior que se mantém aderente

ao opérculo, com TVM. Corresponde ao esta-

dio 2 da classificação de Gass

5

, baseada nos

sinais biomicroscópicos. O diagnóstico do BM

médio é feito quando o defeito tem entre 250

a 400 µm, podendo ocorrer descolamento to-

tal da hialóideia posterior, muitas vezes com o

opérculo livre e aderente a esta. Corresponde

aos estadios 2 e 3 da classificação de Gass

5

.

TERAPÊUTICA

A terapêutica escolhida depende do diâmetro

do BM e da presença ou ausência de TVM as-

sociada. O uso da vitreólise é uma hipótese a

considerar, com bons resultados documenta-

dos em mais de 50 % de casos selecionados

de BM pequenos

6

. Nos BM médios, a vitreóli-

se está também associada a bons resultados,

mas não tanto como nos BM pequenos.

A terapêutica cirúrgica tem indicação e exce-

lentes resultados no BM pequeno, tal como

documentado no estudo

Vitrectomy for Ma-

cular Hole Study

7

, não obstante as eventuais

complicações que se podem associar a esta

terapêutica. O encerramento dos BM médios

pode alcançar os 90 % na cirurgia com ou sem

pelagem da membrana limitante interna.

PROGNÓSTICO

O prognóstico do BM pequeno ou médio após

ser submetido a cirurgia ou após vitreólise com

ocriplasmina em casos selecionados é bom,

Figura 2.

OCT de micro-buraco macular (<150 µm).

Figura 3.

OCT de BM médio (250-400 µm).

Figura 4.

Retinografia de doente com BM pequeno.