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corticóides prende-se com os seus efeitos secundários, nomeadamente o

aumento da pressão intraocular, embora na maioria dos casos seja possível o

seu controlo exclusivamente com terapêutica tópica hipotensora. Em relação

ao desenvolvimento muito frequente de catarata com este tipo de fármacos, há

a salientar que a sua resolução através de cirurgia leva normalmente a uma

melhoria da AV

2,12,18,19

.

No que concerne à combinação de tratamentos, existem alguns estudos a

decorrer. O protocolo U

23

promovido pelo grupo

DRCR.net

procura comparar a

combinação de dexametasona com ranibizumab vs ranibizumab monoterapia.

Outro estudo a decorrer é o COLLIDE

24

que tem como objetivo comparar a com-

binação dos fármacos com a dexametasona em monoterapia.

Tendo sido o primeiro tratamento para o edema macular, atualmente a foto-

coagulação laser está indicada em situações refratárias à terapêutica prévia e

sobretudo como adjuvante dos anti-VEGF e corticóides

25,26

.

Em casos de EMD crónico associados a membrana epirretiniana e/ou tra-

ção vítreo-macular o uso de vitrectomia parece ser consensual. Neste grupo de

doentes, Haller

et al.

27

veri%caram uma melhoria anatómica (diminuição de 153

µm na espessura central da retina) associado a ganhos funcionais (ganho de ≥10

letras ETDRS em 30% dos doentes).

No que diz respeito ao EMD crónico sem membrana epirretiniana e/ou tra-

ção, o uso de vitrectomia não é consensual. Simunovic

et al.

28

veri%caram neste

grupo de doentes uma melhoria anatómica que nem sempre era acompanhada

de melhoria funcional. Mesmo assim os autores concluíram tratar-se de uma

opção terapêutica com resultados superiores ao laser isolado.

A abordagem do EMD crónico continua a ser um importante desa%o para o

oftalmologista espelhando a complexidade da sua %siopatologia. A sua melhor

compreensão e identi%cação será determinante para a otimização das estraté-

gias fármaco-terapêuticas que possam atuar de forma sinérgica em múltiplos

alvos. Serão ainda necessários mais estudos randomizados para demonstrar qual

a melhor abordagem destes doentes.

Referências

1. Yucel O, Can E, Ozturk H, et al. Dexamethasone Implant in Chronic Diabetic Macular

Edema Resistant to Intravitreal Ranibizumab Treatment. Ophthalmic Res. 2017;57:161-

165.

2. Figueira J, Henriques J, Amaro M, et al. Nonrandomized, Open-Label, Multicenter,Phase

4 Pilot Study on the Effect and Safety of ILUVIEN ® in Chronic Diabetic Macular Ede-

ma Patients Considered Insuf%ciently Responsive to Available Therapies (RESPOND).

Ophthalmic Res.2017;57:166-172.

3. Klein K, Cleary T, Reichel E. Effect of intravitreal a`ibercept on recalcitrant diabetic

macular edema. Int J Retin Vitr 2017 Apr 3;3:16.