Table of Contents Table of Contents
Previous Page  137 / 144 Next Page
Information
Show Menu
Previous Page 137 / 144 Next Page
Page Background

137

dos actos realizados não foram por isso considerados, foi, isso sim, o número de

vezes que o doente se deslocou ao hospital e como tal multiplicado pelo valor

estimado da consulta ou cirurgia, incluindo injecções intra-vítreas. Assim se che-

gou a um valor estimado para cada nível de gravidade da doença.

A - CUSTOS/BENEFÍCIO ASSOCIADOS À SITUAÇÃO ACTUAL

O valor do custo actual com um doente com EMD difuso poderá ser estima-

do, como a média de 5 anos10, (considerando que tem que tratar um olho e o

correspondente a metade do olho adelfo, por estar normalmente, em melhores

condições). Há que considerar que num período de 5 anos, os dois primeiros

anos são os mais consumidores de recursos e os últimos 3 anos, apresentam uma

redução da necessidade de cuidados e número de injecções (1º ano entre 8 a 10,

1ºs 2 anos entre 10 a 12 injecções e últimos 3 anos entre 1 a 3 injecções, com

média de 15 a 17 injecções aos 5 anos)10. No cenário actual de custos conside-

rámos os custos dos 2 primeiros anos e dividimos por 5 anos para chegarmos à

média anual para este nível da doença.

O valor para os custos actuais por doente para EMD difuso a necessitar de

injecções intra-vítreas, se contabilizássemos os actos praticados ao preço dos

valores da portaria que de%ne anualmente os preços e o número de vezes que o

doente vai ao hospital, bem como os custos com deslocações e acompanhante,

estaria na ordem de 8893€/ano, incluindo os custos do tratamento (8012,3€/ano)

e os custos que o doente suporta (880,07€/ano).

Se considerarmos que dos 56% dos diabéticos diagnosticados, no total de

1 008 700, corresponde a 10 425 doentes com EMD difuso a necessitar de tra-

tamento

1

, poderemos estimar em 92 713 729 € os custos totais se tratarmos a

totalidade desses diabéticos com EMD difuso (Tabela 1).

Contudo, a situação actual consubstancia uma opção de elevada ine%ciência

com repercussão nos custos do %nanciador (ARS-SNS) e na participação do doen-

te para com as despesas relacionadas com a saúde (transportes, acompanhantes).

Por outro lado, dada a escassa percentagem de doentes tratados (44% não

sabem que são diabéticos e dos que o sabem, só cerca de metade tem avaliação

oftalmológica) signi%ca que no médio prazo, estes doentes vão engrossar a lista

daqueles que serão um sorvedouro de recursos.

Custo SNS

Custo

tratamento

Custo doente Custo viagens Custo total

87 027 934 € 83 528 261 €

5 685 795 €

3 499 673 €

92 713 729 €

Tabela 1

Custos com o modelo de %nanciamento actual.