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PERGUNTAS & RESPOSTAS
EMD
- Edema Macular Diabético
envolvendo a área foveal
5
. Associa-se frequentemente a edema macular cistói-
de (EMC)
4
. Esta classi%cação, baseada na difusão de contraste na angiogra%a,
tem sido parcialmente abandonada, uma vez que se veri%cou que os termos
focal e difuso eram pouco precisos
8
. Contudo, continua a ser usada na prática
clinica, ajudando a orientar para algumas opções terapêuticas especí%cas
4
.
O ETDRS
9
introduziu o conceito de edema macular clinicamente signi%cati-
vo (EMCS) como sendo “
(a)
espessamento retiniano a 500 μm ou menos do cen-
tro da mácula,
(b)
presença de exsudados duros a 500 μm ou menos do centro
da mácula associados a espessamento da retina adjacente, ou
(c)
presença de
zona de espessamento retiniano com pelo menos uma área de disco localizada
a um diâmetro de disco ou menos do centro da mácula”.
Alguns autores
4,10-13
basearam-se nos achados do OCT para a classi%ca-
ção do EMD, tendo-lhe sido associados diferentes padrões morfológicos como
espessamento retiniano difuso ou espongiforme (%gura 3), EMC (%gura 4) e des-
colamento seroso da neurorretina (%gura 3), isolado ou associado aos padrões
anteriores. A classi%cação do EMD baseada no OCT tem ainda em conta a exis-
tência ou não de síndrome de tração vitreomacular e descolamento tracional da
retina, padrões esses que podem coexistir.
Mais recentemente, o Global Diabetic Retinopathy Project Group (GDRPG)
propôs a seguinte classi%cação clínica
15,16
, com base no grau de edema macular
avaliado na oftalmoscopia sob midríase, tendo em consideração que os exsuda-
dos duros são um sinal de edema macular relativamente recente ou já em fase
de reabsorção:
Fig. 2
O EMD difuso não apresenta geralmente exsudados duros e,
quando os apresenta, têm um carácter difuso envolvendo a
área foveal.




