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anos) e dentro deste sub-grupo aquele que necessita de insulinoterapia tem,

em relação a todos os outros grupos, a maior prevalência de edema macular

1,8

.

Implicações do tipo de diabetes na opção terapêutica para a RD

- Na

RDP sessões múltiplas de tratamento com laser, requerendo uma vigilância

mais apertada, devem ser antecipadas nos doentes com isquemia retiniana

severa e estadios avançados de RDP, particularmente no sub-grupo juvenil da

DM1

8

. A panfotocoagulação precoce (em retinopatias não proliferativas seve-

ras ou proliferativas precoces é especialmente efetiva na redução da perda da

acuidade visual severa nos doentes com DM2

9

. Os doentes mais jovens (DM1),

particularmente quando têm necessidade de tratamentos mais extensos, refe-

rem, com maior frequência dor signi%cativa durante e após a fotocoagulação

com laser

8

. Segundo o estudo DRVS (

Diabetic Retinopathy Vitrectomy Study

) o

tratamento da hemorragia de vítreo severa, associada a baixa acuidade visual

(<5/200), com vitrectomia precoce (entre 1 a 6 meses) foi claramente van-

tajoso, relativamente à abordagem conservadora (observação a menos que

fosse constatado descolamento de retina a envolver o centro da mácula ou

presença de hemovítreo sem reabsorção ao longo de um período de 1 ano)

apenas para os diabéticos tipo 1 (acuidade visual maior ou igual a 10/20 em

36% dos doentes submetidos a vitrectomia precoce

vs

12% nos que realiza-

ram abordagem conservadora). A maior vantagem da vitrectomia precoce foi

demonstrada para o subgrupo de diabéticos tipo 1 com menos de 20 anos de

duração (34%

vs

2%)

2

. Uma possível explicação pode residir no facto dos

doentes jovens tipicamente manifestarem um doença proliferativa mais severa,

com maior risco para desenvolvimento de neovasos e complicações resultan-

tes da tração vítreo-macular enquando esperam pela reabsorção do hemoví-

treo. Por outro lado, existe também maior frequência, na DM2 de maculopatia

diabética, a qual também é responsável por um pior resultado visual neste

grupo, independentemente da abordagem com vitrectomia ser precoce ou tar-

dia

8

. Os diabéticos tipo 2, por outro lado, têm mais frequentemente, doença

proliferativa ligeira aquando da apresentação da hemorragia vítrea e esperar

que o hemovítreo reabsorva poderá não ser tão prejudicial

8

. Contudo, os resul-

tados do

DRVS

não podem servir para se concluir que em todos hemovítreos

densos, que ocorram em diabéticos tipos 2, seja seguro esperar vários meses.

Neste estudo a vitrectomia precoce também revelou maior e%cácia nos olhos

com RDP muito severa, devendo ser sempre uma opção terapêutica quando se

souber ou suspeitar que as proliferações neovasculares possam ser extensas ou

rapidamente progressivas. Além de tudo isto não nos podemos esquecer que o

tratamento com endolaser não estava ainda disponível durante o decorrer do

estudo DRVS, tendo as técnicas microcirúrgicas também melhorado desde a

conclusão do estudo em 1988. Os resultados com vitrectomia

via pars

plana

podem, na atualidade ser melhores que os reportados nas publicações DRVS

8

.