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PERGUNTAS & RESPOSTAS
EMD
- Edema Macular Diabético
é a coriocapilar, numa fase inicial, na periferia e, mais tarde, entre o equador e
a
ora serrata
. Do conjunto destes trabalhos surgiu a hipótese de que alterações
da coriocapilar poderiam preceder o desenvolvimento da retinopatia diabética
por isquémia e aumento da secreção de VEGF pelo EPR. Contudo, à data destes
trabalhos não era possível responder a estas perguntas de forma não invasiva.
Com a evolução tecnológica que foi a Tomogra%a Ótica de Coerência (OCT)
e mais recentemente a
Enhanced Depth Imaging
(EDI), o OCT -
Swept Source
(SS) e o OCT-A, tem sido possível uma melhor visualização da coróide, seu limi-
te escleral de forma não invasiva e alterações vasculares
2,14,15
. Vários estudos têm
sido publicados, visando particularmente as variações de espessura da coróide
na tentativa de correlacionar com a doença diabética retiniana. No entanto os
resultados não são conclusivos e às vezes não são consistentes como descrevem
algumas revisões da literatura
3,16,17
. Alguns autores descrevem uma diminuição
da espessura da coróide, mas outros, em contrapartida, descrevem um aumento
da mesma. No caso do edema macular diabético (EMD) alguns autores referem
que a coróide está diminuída em espessura
18,19
, enquanto que outros referem um
aumento
20
. Alguns autores sugerem que as alterações na espessura da coróide
poderão ser correlacionadas com alterações morfológicas da vasculatura repre-
sentando um estado funcional da mesma em resposta ou como responsável pelas
alterações na retina e EMD
21,22
. Duarte
et al.
22
demonstraram num estudo piloto
alterações morfológicas focais na coróide no EMD, correlacionáveis com as alte-
rações subjacentes da retina, compatíveis com os achados histológicos descritos
na coroidopatia diabética. Sugerem o envolvimento da coróide na %siopatologia
do EMD, seja como processo inicial em que há alterações de `uxo e isquémi-
cas principalmente da coriocapilar levando à disfunção da retina externa com
consequente libertação de fatores pró-in`amatórios e angiogénicos, seja como
processo de recurso em resposta a uma retina subjacente em sofrimento com
aumento do diâmetro dos grandes vasos da coróide e aproximação da corioca-
pilar e retina. Trabalhos com uso do OCT-SS
en face
, como o de Murakami
et
al.
23
, descrevem com pormenor e reprodutibilidade alterações de remodelação
vascular na coroidopatia diabética (vasos irregulares, tortuosos e em rosário).
De igual modo, a variação da espessura da coróide (EC) em relação com o
tratamento instituído é fonte de controvérsia. Se alguns autores não encontraram
diferenças estatisticamente signi%cativas, a curto prazo, após fotocoagulação
laser no edema macular diabético
24,25
, noutro contexto, outro grupo observou
uma diminuição estatisticamente signi%cativa da EC após tratamento com anti-
-VEGF
26,27
e colocou a hipótese de o aumento da espessura central da coroideia
ser um indicador de melhor resposta ao tratamento.
A variabilidade dos resultados também se deve à diversidade das amostras
e análises em que nem sempre são correlacionados com todos os fatores que
podem ter um papel na medição da EC como a duração da diabetes e retinopa-
tia, severidade da retinopatia, idade ou fatores sistémicos




