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Foram subdivididos para implante intravítreo de `uocinolona de libertação 0,2
μg/dia, 0,5 μg/dia e implante
sham
. Retratamento era possível segundo critérios
de%nidos ao %m de 1 ano.
Aos 24 meses a percentagem de doentes com melhoria da acuidade visual
de ≥15 letras era de 28% nos dois implantes de `uocinolona comparado com
16% do grupo de controlo. No entanto a percentagem de doentes que necessi-
taram de cirurgia de glaucoma foi de 7,6/3,7% comparado com o grupo
sham
que foi de 0,5%.
Em doentes fáquicos a cirurgia de catarata foi realizada em 50,9/41,1%
comparado com o grupo
sham
que foi apenas de 7%
6
.
Existem outros estudos efectuados – de vida real – que corroboram o estudo
FAME tanto na e%cácia como na segurança. Ex: RESPOND
7
, e outros
8,9
.
Ainda outro ensaio conclui que o implante ILUVIEN atrasa a progressão
para a Retinopatia Diabética Proliferativa
10
.
ILUVIEN 0,19 mg
- foi aprovado pela FDA em Setembro de 2014 para o tra-
tamento do edema macular diabético em doentes que após terapêutica prévia
com corticóides não registaram aumento da PIO.
Foi aprovado pela EMA em Abril de 2014 para doentes com dé%ce visual
secundário a EMD crónico não respondedores a outras terapêuticas disponíveis.
O implante promove a libertação intravítrea controlada de `uocinolona
pelo menos durante 1 ano
11
.
CONCLUSÕES FINAIS
Os corticóides presentemente aprovados são: implante intravítreo de dexa-
metasona de 0,7mg e implante de `uocinolona de 0,19 mg, que demonstraram
melhorias signi%cativas da acuidade visual comparados aos seus grupos con-
trole nos ensaios clínicos de fase III. Os corticóides constituem uma arma tera-
pêutica e%caz para o tratamento do EMD crónico mas apenas como 2ª escolha,
em doentes não, ou insu%cientemente respondedores após 3 a 6 injecções de
anti-VEGF.
Poderão ser usados em 1ª linha em doentes com antecedentes de eventos
cardiovasculares graves. Uma meta análise efectuada revelou que o risco de
morte e/ou AVC duplica em doentes que são submetidos a tratamento mensal
durante 1 ano com anti-VEGF
12
.
No entanto, os efeitos adversos oculares associados aos corticosteróides
particularmente o desenvolvimento de catarata e alterações graves do nervo
óptico associados a elevação da PIO, pode provocar alguma preocupação antes
do seu início. Assim os corticóides deverão ser usados preferencialmente em
pseudofáquicos, e deverá ser feita monitorização frequente da pressão intra-
-ocular.




