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PERGUNTAS & RESPOSTAS
EMD
- Edema Macular Diabético
e nos submetidos a pelagem de MER. A espessura macular diminuiu signi%cativa-
mente na maioria dos olhos. A maior redução da espessura macular central veri%-
cou-se nos olhos com pior AV inicial, maior espessura macular inicial, submetidos
a pelagem da MLI e no grupo com alterações da interface vítreo-retiniana
5
.
A VPP com pelagem da hialóide posterior tracional está quase sempre asso-
ciada a uma melhoria do EMD e da AV
6-8
. A seleção criteriosa destes doentes é
importante. A isquémia macular e a baixa AV inicial são fatores de pior prognós-
tico funcional no pós-operatório
7
.
VITRECTOMIA NO EMD SEM COMPONENTE TRACIONAL EVIDENTE
Na ausência de tração vítreo-macular, com ou sem MER, os resultados da
vitrectomia têm sido
mais variáveis e a maioria dos estudos relataram melhoria
da AV não signi(cativa, apesar da melhoria estrutural inicial.
Simunovic
et al.
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publicaram uma meta-análise sobre os resultados da vitrec-
tomia no EMD e concluíram que há pouca evidência para apoiar esta abordagem
cirúrgica no EMD na ausência de MER ou tração vítreo-macular e que, embora
a vitrectomia pareça ser superior ao LASER em termos estruturais aos 6 meses,
nenhum benefício foi comprovado aos 12 meses. Resultados semelhantes foram
obtidos por Jackson
et al.
numa outra meta-análise
10
.
Browning
et al.
publicaram um estudo retrospetivo de 53 olhos submetidos
a vitrectomia, pelagem da hialóide posterior e panfotocoagulação com ou sem
pelagem de MLI. Os principais resultados deste estudo foram que a vitrectomia
melhora consistentemente o EMD que envolve o centro da mácula e que a AV
melhora em média -0,20 logMAR (equivalente a dez letras ETDRS) 12 meses após
a cirurgia
11
.
Raizada
et al.
compararam a VPP com 3 injeções de bevacizumab no EMD
não tracional num estudo prospetivo, randomizado no qual foram incluídos 44
olhos. Concluíram que a diminuição da espessura macular central foi maior no
grupo da VPP mas a melhoria da AV foi maior no grupo das injeções. Porém, não
foram encontradas diferenças estatisticamente signi%cativas entre os dois grupos
aos 4 meses de pós-operatório
12
.
Ghassemi
et al.
estudaram um grupo de 12 olhos com MER não-tracional
associada a EMD refratário a injeções intravítreas (
2 injeções intravítreas de
bevacizumab e 1 injeção de triamcinolona). Após VPP e a pelagem da MER e
da MLI, veri%cou-se uma redução signi%cativa da espessura macular central sem
melhoria signi%cativa da AV.
Follow-up
médio de 13,5 ± 4.48 meses
13
.
Apesar destes resultados, o papel da vitrectomia no tratamento de EMD sem
tração vítreo-macular na era dos tratamentos intravítreos não pode ainda ser total-
mente descartado. Deve-se considerar que, em muitos dos casos relatados na
literatura, incluindo os casos estudados por Ghassemi
et al.
, a vitrectomia foi




