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A interface vítreo-retiniana
AVM, TVM e BM
25 Perguntas e respostas
um DPV é o facto de durante o processo de
descolamento do vítreo poderem permane-
cer aderentes à retina pequenos segmentos
de córtex vítreo remanescente com uma es-
pessura muito reduzida, fenómeno designado
por “vitreoesquisis”
5
. Este fenómeno resulta
do facto de existirem áreas de forte adesão
vítreo-retiniana na mácula e ajuda a explicar
porque se inicia o DPV na região perifoveal e
não na região central da mácula, ajudando a
compreender alguns aspectos das vítreo-ma-
culopatias – p. ex. formação de membranas
epirretinianas a partir das células gliais do ví-
treo cortical posterior.
No caso de existirem zonas de aderência
vítreo-retiniana periféricas
(p.ex. degene-
rescência em palissada) a tracção dinâmica
associada aos movimentos sacádicos dos
olhos pode dar origem a lesões de poten-
cial regmatógeno ou mesmo ao descola-
mento da retina
2
.
De um modo geral pode dizer-se que o DPV
é um processo geralmente assintomático.
Quando ocorre de forma sintomática acom-
panha-se de fotópsias e miodesópsias. Nos
casos sintomáticos a frequência de complica-
ções é maior e poderá chegar aos 30 %
4
.
REFERÊNCIAS
1.
Duker JS. The International Vitreomacular Trac-
tion Study Group classification of vitreomacular
adhesion, traction, and macular hole. Ophthal-
mology 2013;120:2611-9.
2.
Coscóstegui Guraya B, García Arumí J, Gómez
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dimiento posterior de vítreo. In: García-Arumí J
(coord). Diagnóstico y clasificación de la tracción
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celona: Euromedice; 2014. p. 3-17.
3.
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Retina 2012;32(suppl):S179-80.
4.
Sebag J, Green WR. Vitreous and Vitreoretinal
Interface. In: Ryan SJ (ed). Retina. 5th Edition.
Chapter 21. Philadelphia: Elsevier; 2013. p.482-
516.
5.
Johnson MW. Posterior Vitreous Detachment:
Evolution and Role in Macular Disease. Retina
2012;32 (suppl):S174-8.
Figura 6.
Imagem de Tomografia de Coerência Óptica de
doente do sexo feminino de 60 anos mostrando
a separação completa do vítreo do nervo óptico
(Estadio 4).




