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Capítulo 3. Como se processa o descolamento posterior do vítreo?

O DPV é um fenómeno benigno na maioria

dos casos, devendo, no entanto, salientar-

-se que no Estadio 1 (perifoveal) estão en-

volvidas forças de tracção particulares que

poderão estar na génese de patologia em

casos particulares. Estas forças de trac-

ção são de dois tipos: 1. forças de tracção

estática, com o vector dirigido anterior-

mente e em que a elasticidade da hialóide

posterior força a fóvea anteriormente; e 2.

forças de tracção dinâmica, associada ao

movimento do vítreo liquefeito na sequên-

cia dos movimentos sacádicos dos olhos,

são forças que habitualmente estão distri-

buídas de forma uniforme na retina pos-

terior mas que nesta altura estão concen-

tradas na região foveolar

5

. Estas forças de

tracção contínuas sobre a região macular

podem, na sequência da contracção do ví-

treo, desempenhar um papel importante na

génese do “stress” macular.

Outro aspecto que ajudará a compreender

a patologia vítreo-macular na sequência de

Figura 4.

Imagem de tomografia de coerência óptica de

doente do sexo feminino de 60 anos mostrando a

separação vítreo-macular completa (Estadio 2).

Figura 3.

A) Imagem de tomografia de coerência óptica de doente do sexo feminino de 75 anos mostrando a

separação do vítreo-perifoveal com adesão vítreo-foveolar residual (Estadio 1); B) Imagem de tomografia de

coerência óptica de doente do sexo feminino de 72 anos mostrando a separação do vítreo-perifoveal com

adesão vítreo-foveolar e ao nervo óptico (Estadio 1).

Figura 5.

Imagem de tomografia de coerência óptica de

doente do sexo feminino de 60 anos mostrando a

separação incompleta do vítreo, ainda aderente ao

bordo do nervo óptico (Estadio 3).

A

B