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A interface vítreo-retiniana
AVM, TVM e BM
25 Perguntas e respostas
áreas de neovascularização coroideia
5,6
. Os
autores concluíram que o DPV completo
pode ter uma acção protectora em relação
à DMI exsudativa, contrariando a acção pro-
motora exercida pela AVM ou TVM
6
.
No âmbito da retinopatia diabética, uma meta-
-análise demonstrou que os doentes com DPV
completo tinham uma prevalência significati-
vamente mais baixa de retinopatia diabética
proliferativa quando comparados com doentes
com DPV anómalo
3
. Por outro lado, a ausência
de um DPV completo está associada a uma
maior probabilidade de desenvolvimento de
neovascularização retiniana e EMD
7,8
.
O DPV completo é também um factor protec-
tor na oclusão da veia central da retina, quer is-
quémica, quer não-isquémica
9
, associando-se
a um risco diminuído de desenvolvimento de
neovascularização. A TVM pode estar associa-
da ao edema macular verificado nas oclusões
venosas
10
. O risco de edema macular cistoide
é inferior em doentes com DPV completo e a
libertação espontânea da TVM na presença de
edema cistoide frequentemente conduz a uma
melhoria da acuidade visual
3
.
A existência de AVM e TVM em doentes com
DMI exsudativa foi associada a menor eficácia
do tratamento com anti-VEGF
5,11
. Foi especu-
lado que as forças traccionais crónicas anta-
gonizariam o efeito do tratamento, resultando
numa resposta mais reduzida neste subgrupo
de doentes. A vitrectomia ou, eventualmente,
a vitreólise farmacológica poderão conduzir a
melhorias anatómicas e funcionais, através da
libertação da TVM, em alguns doentes com
DMI exsudativa
12
. Tal como o DPV anómalo
pode ser um factor influenciador da evolução
de processos patológicos retinianos, a pró-
pria exsudação resultante de doenças como
Figura 1.
AVM alargada associada a DMI com membrana neovascular.
Figura 2.
TVM focal no âmbito de DMI exsudativa.




