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Capítulo 17. O que é a maculopatia miópica traccional?
em olhos com menor miopia e comprimento
axial menos elevado. Nestes casos a vitrec-
tomia via
pars
plana
com pelagem da MLI e
tamponamento com gás, resolve numa per-
centagem elevada dos casos
17
.
2.
O
BMM associado a retinosquisis
(Figuras 7 e 8), surge geralmente em olhos
com miopia e comprimento axial mais eleva-
dos, e um estafiloma mais acentuado, logo
com um componente traccional mais impor-
tante, e maior risco de evolução para desco-
lamento. Ao OCT o BM tem paredes retilíneas
verticalizadas, e ausência de espessamento
dos seus bordos. Aqui os resultados da vi-
trectomia isolada são muito inferiores, pelo
que se começa a optar por associar a esta
técnica uma indentação escleral posterior (ex-
plante macular), para contrariar as forças de
tracção antero-posterior; assim em 16 olhos
operados por este procedimento combinado,
um grupo de autores
18
obteve 100%de fecho
do buraco; a acuidade visual melhorou em 13
dos 16 olhos (81,25 %) e propõem que esta
cirurgia seja efectuada antes que ocorra o
descolamento de retina já que o prognóstico
anatómico e funcional piora muito nos casos
que evoluem para descolamento.
Outros autores
1
reservam o explante macular
para os casos de reabertura do buraco após
vitrectomia alertando para o facto que a inden-
tação macular com a protusão do polo posterior
que provoca, pode originar metamorfopsia e dis-
rupção da circulação coroideia.
Outros autores ainda
19
, considerando as dificul-
dades técnicas e possíveis complicações da vi-
Figura 8.
Buraco encerrado 4 meses após
vitrectomia, pelagem da MLI e
tamponamento com gás; VOE – 2/10 cc
sem metamorfopsias.
Figura 7.
Foveosquisis, descolamento foveal
(*) e BMM (
→
); VOD - 1/10 cc, com
metamorfopsias.




