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Capítulo 18. Que particularidades tem a tracção vítreo-macular nas oclusões venosas?

sões. Mostram que após vitrectomia e dissec-

ção da lâmina adventícia em pacientes com

OVR, os casos que mais beneficiavam eram

aqueles onde estava presente adesão da hia-

loideia posterior à mácula. Os doentes com

descolamento completo do vítreo perderam

uma média de 5,7 linhas ETDRS enquanto os

que apresentavam adesão ganharam 4 linhas

(p<0,001). A espessura macular central melho-

rou de uma média de 714 

m

m para 353 

m

m.

Concluíram que a indução do descolamento

do vítreo teria ainda mais influência que a dis-

secção da adventícia. São os primeiros auto-

res que sugerem a indução do descolamento

do vítreo para tratamento do edema macular

na oclusão venosa

5

.

Martinez em 2011 foi um pouco mais além

e realizou um estudo retrospectivo, usando

OCT

“Spectral Domain”

em 26 doentes com

OVCR ou OVR. Constatou a existência de

tracções vítreo-retinianas extrafoveolares em

36,4 % das OVCR e 45,5 % das OVR. Es-

tas poderiam ser a origem ou interferir com

o curso clínico do edema. Num dos casos

apresentados, havia uma libertação espon-

tânea da tracção com consequente melhoria

do edema

6

.

Já num estudo prospectivo mais recente

de 2013, Ascaso et al. observaram que em

32 pacientes com OVR se observava tracção

vítrea franca na zona da oclusão em 25  % de-

Figura 3.

OVR temporal superior, onde se observa adesão vítreo-macular na região central da mácula, que

desaparece em 3 meses. O edema macular recuperou quase completamente com duas injecções

intravítreas de bevacizumab.