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A interface vítreo-retiniana
AVM, TVM e BM
25 Perguntas e respostas
les, e que havia aderência vítreo-retiniana em
43,75 % dos casos. Comparam igualmen-
te estes olhos com os respetivos adelfos e
concluíram que os olhos afectados tinham
maior prevalência de adesão do vítreo
posterior
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.
CONCLUSÃO
O conhecimento adquirido na última dé-
cada, sustentado em meios complemen-
tares de diagnóstico que vão adicionando
cada vez mais detalhe ao segmento pos-
terior, permite-nos perceber a importân-
cia de todas as estruturas anatómicas na
progressão/evolução das oclusões veno-
sas. Embora não seja o principal factor
nesta patologia, certamente que interfere
com a sua progressão e tratamento, so-
bretudo nos casos em que existe trac-
ção, sendo a resolução desta tracção
importante para uma recuperação anató-
mica e funcional (Figuras 3,4 e 5).
Figura 4.
OVCR com adesão vítreo-macular, que se manteve após tratamento. Tem tido recidivas do edema macular,
que no entanto respondem a terapêutica com anti-VEGF.
Figura 5.
OVR do olho direito do paciente da figura 4. Observa-se toque do vítreo posterior na veia afectada.




