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A interface vítreo-retiniana

AVM, TVM e BM

25 Perguntas e respostas

Nas OVR observa-se o mesmo quadro anatómi-

co, mas circunscrito à área afectada. Frequente-

mente associa-se o edema macular responsável

pela baixa de acuidade visual

2

(Figura 2).

DIAGNÓSTICO

É sobretudo clínico. Para além de uma anam-

nese muito completa, e sustentada com uma

avaliação analítica dos factores de risco car-

diovasculares e hemorreológicos (doentes

mais novos), a Angiografia Fluoresceínica e a

Tomografia de Coerência Óptica (OCT)

“Spec-

tral Domain”

têm um papel fundamental na

quantificação do estado isquémico e na carac-

terização anatómica da mácula.

PARTICULARIDADES DA INTERFACE

VÍTREO-RETINIANA NAS OCLUSÕES

VENOSAS

Num primeiro estudo realizado na década de

90, sobre o papel da interface nas oclusões ve-

nosas, após análise de 56 olhos com OVCR,

concluiu-se que o vítreo aderente poderia ter

um papel na existência e na cronicidade do

edema macular. O mesmo grupo que publica

este primeiro enunciado, volta a referir anos

mais tarde a influência da hialoideia posterior no

edema macular secundário a OVCR e OVR

3,4

.

Em 2004, Charbonnel

et al

. voltam a demons-

trar a importância do papel do vítreo nas oclu-

Figura 1.

Caso típico de OVCR, com carácter isquémico.

Figura 2.

OVR temporal superior, onde se observa compressão da veia no cruzamento artériovenoso.