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Capítulo 19. Qual o papel da interface vítreo-retiniana

na maculopatia associada à fosseta colobomatosa do disco óptico?

Um grande número de opções de tratamen-

to tem sido proposto por diversos autores

com boas taxas de sucesso: tampona-

mento com gás, com ou sem laserterapia

ou com vitrectomia associada a remoção

da hialoideia posterior

5-

com o auxílio de

peeling

da limitante interna com ou sem in-

versão do

flap

9

e com ou sem drenagem

do fluido na sequência de vitrectomia

10

. Em

doentes com buraco macular lamelar exter-

no (deiscência das camadas externas da

retina) existe o risco potencial da cirurgia

favorecer a formação de um buraco macu-

lar de espessura completa

11

.

Figura 4.

OCT com corte na parte central da fosseta do doente da figura 3 onde se evidencia a presença de fluido em

múltiplas camadas da retina (“retinosquisis multicamada”): na camada das células ganglionares, na camada

nuclear interna, na camada plexiforme externa e na camada nuclear externa. A presença de um pequeno

descolamento da retina foveolar está subjacente a um buraco lamelar externo (defeito na camada externa

retiniana). De realçar a presença de um descolamento posterior do vitreo parcial sem identificação de adesão

vítreo-retiniana neste corte.

Figura 5.

OCT do doente da figura 3 com corte ao nível do bordo inferior da fosseta onde se consegue identificar a presença

de uma membrana com contiguidade entre o bordo da papila e o bordo da fosseta associada a algum grau de

aderência vítrea.