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Aí sim, poderíamos falar de SERVIÇO CENTRADO NO DOENTE e de INOVA-
ÇÃO DE PROCESSO. E não de serviços centrados no hospital ou na sua inadequa-
da forma de %nanciamento.
4 - MODELO DE FINANCIAMENTO VIGENTE PERFEITAMENTE ULTRAPAS-
SADO E DESADEQUADO À GESTÃO DA DOENÇA CRÓNICA.
A prestação segue a orientação implícita ou explícita do 2nanciamento ou
como o modelo de 2nanciamento pode modelar a prestação
1,2
.
O %nanciamento actual dos hospitais é feito, no geral, de forma horizontal,
exceptuando-se alguns programas verticais bem de%nidos
3
. Por razões de promo-
ção da acessibilidade, o sistema de %nanciamento hospitalar, tradicionalmente
privilegia, em primeiro lugar, o %nanciamento da primeira consulta.
Ou seja, cada doente realiza a consulta de Oftalmologia geral, a Consulta de
Diabetes Ocular, os MCDTs necessários, os vários tratamentos laser, as injecções
intra-vítreas e as cirurgias mas, para efeitos de %nanciamento, só serão consi-
derados as primeiras consultas e subsequentes e o número de actos cirúrgicos.
(Eventualmente melhorará o preço da consulta se o hospital usar telemedicina ou
adoptar soluções locais que contribuam para a melhoria dos tempos de resposta,
tal como as primeiras consultas referenciadas pelos cuidados primários através
do SIGA SNS, terão o seu preço majorado em 10%, no ano de 2017)
3
. Os actos
cirúrgicos, quaisquer que sejam, (incluindo as injecções intra-vítreas de qualquer
fármaco ou dispositivo) são contabilizados como cirurgias e pagos ao hospital ao
preço do acto cirúrgico constante da portaria que anualmente de%ne os preços,
ajustada ao valor do índice
case-mix
desse hospital.
A nosso ver, isto corresponde a um modelo de %nanciamento perfeitamente
ultrapassado e desadequado à gestão da doença crónica, aonde quanto menos
actos se realizarem além das consultas, mais o hospital é bene%ciado.
Impõem-se portanto, novas modalidades de %nanciamento baseadas na clí-
nica com três vertentes: a) a classi%cação em níveis de gravidade da Retinopatia
Diabética e que inclui também a existência de EMD; b) o %nanciamento de
acordo com o nível de gravidade da doença e número de recursos alocado ao
doente; c) o pagamento por preço justo compreensivo mas ajustado ao risco
(gravidade do caso clínico).
5 - É NECESSÁRIO UM NOVO MODELO DE FINANCIAMENTO DOS
HOSPITAIS
Ade%niçãodomodelode%nanciamento “
pagamentopor preçocompreensivo




