15
9 - O DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE GESTÃO
DA RETINOPATIA DIABÉTICA (PLATAFORMA DE TI) PERMITE TER NOÇÃO
CORRECTA DOS CUSTOS
O desenvolvimento do sistema de informação de gestão da Retinopatia Dia-
bética (plataforma de TI), no âmbito da implementação do modelo de gestão
integrada da doença, permite acompanhar os resultados e monitorizar a quali-
dade dos cuidados prestados. Permite ainda, fornecer informação sobre todos
os aspectos relevantes relacionados com os tratamentos e, com a evolução da
doença, com a auditoria em tempo real, constituindo-se, assim, como o instru-
mento essencial para a aplicação do preço compreensivo ajustado à gravidade
clínica e complexidade do acto.
Por outro lado, será mandatório para os centros de diagnóstico e tratamento
fazer o registo no “sistema de informação”. Deverão ser registados os actos e
procedimentos clinicamente relevantes, medicamentos e exames realizados ou
aplicados a cada doente. Isto permite garantir a monitorização, acompanhamen-
to e avaliação dos resultados dessas actividades e os respectivos custos. Estes
serão de imediato evidentes na aplicação informática.
10 - OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO DEVERÃO ESTAR AO SERVIÇO DA
CLÍNICA E NÃO O CONTRÁRIO
Por isso os sistemas de informação deverão estar ao serviço da clínica e
não o contrário. Deverão responder às necessidades do registo clínico, ser
user
frendly
, permitir a escrita/introdução de dados rápida, preferencialmente selec-
cionando frases/expressões/descrições já escritas, introduzir números seleccio-
nando artefactos grá%cos, ajudar à escrita, permitir visualizar imagens de forma
célere e fácil, ser interoperáveis com sistemas congéneres, comunicando com
campos equivalentes do registo clínico, visualização de grá%cos frequentes e
com relevância clínica para ajuda à decisão, visualização do histórico de AV,
PIO, espessura central da mácula, por ex. ou de outros dados estatísticos com
relevância clínica. Além disso deverão disponibilizar ferramentas de apoio à
decisão, tabelas de uso habitual apresentadas de forma automática quando se
escreve num determinado campo do registo clínico. A comunicação das ima-
gens à distância deverá ser possível e em tempo real. A ligação entre médicos da
MGF e o Oftalmologista e entre os diferentes intervenientes do rastreio e centros
de leitura e de diagnóstico e tratamento deverá estar assegurada bem como a
prescrição electrónica. A estatística de actos realizados e seus custos permite
facilmente o controlo de gestão.
Assim, teríamos um verdadeiro sistema de informação que ajuda o médico,
poupa tempo, disponibiliza o tempo necessário para a relação médico-doente. E




