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9 - O DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE GESTÃO

DA RETINOPATIA DIABÉTICA (PLATAFORMA DE TI) PERMITE TER NOÇÃO

CORRECTA DOS CUSTOS

O desenvolvimento do sistema de informação de gestão da Retinopatia Dia-

bética (plataforma de TI), no âmbito da implementação do modelo de gestão

integrada da doença, permite acompanhar os resultados e monitorizar a quali-

dade dos cuidados prestados. Permite ainda, fornecer informação sobre todos

os aspectos relevantes relacionados com os tratamentos e, com a evolução da

doença, com a auditoria em tempo real, constituindo-se, assim, como o instru-

mento essencial para a aplicação do preço compreensivo ajustado à gravidade

clínica e complexidade do acto.

Por outro lado, será mandatório para os centros de diagnóstico e tratamento

fazer o registo no “sistema de informação”. Deverão ser registados os actos e

procedimentos clinicamente relevantes, medicamentos e exames realizados ou

aplicados a cada doente. Isto permite garantir a monitorização, acompanhamen-

to e avaliação dos resultados dessas actividades e os respectivos custos. Estes

serão de imediato evidentes na aplicação informática.

10 - OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO DEVERÃO ESTAR AO SERVIÇO DA

CLÍNICA E NÃO O CONTRÁRIO

Por isso os sistemas de informação deverão estar ao serviço da clínica e

não o contrário. Deverão responder às necessidades do registo clínico, ser

user

frendly

, permitir a escrita/introdução de dados rápida, preferencialmente selec-

cionando frases/expressões/descrições já escritas, introduzir números seleccio-

nando artefactos grá%cos, ajudar à escrita, permitir visualizar imagens de forma

célere e fácil, ser interoperáveis com sistemas congéneres, comunicando com

campos equivalentes do registo clínico, visualização de grá%cos frequentes e

com relevância clínica para ajuda à decisão, visualização do histórico de AV,

PIO, espessura central da mácula, por ex. ou de outros dados estatísticos com

relevância clínica. Além disso deverão disponibilizar ferramentas de apoio à

decisão, tabelas de uso habitual apresentadas de forma automática quando se

escreve num determinado campo do registo clínico. A comunicação das ima-

gens à distância deverá ser possível e em tempo real. A ligação entre médicos da

MGF e o Oftalmologista e entre os diferentes intervenientes do rastreio e centros

de leitura e de diagnóstico e tratamento deverá estar assegurada bem como a

prescrição electrónica. A estatística de actos realizados e seus custos permite

facilmente o controlo de gestão.

Assim, teríamos um verdadeiro sistema de informação que ajuda o médico,

poupa tempo, disponibiliza o tempo necessário para a relação médico-doente. E