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dois fármacos no fim 2º ano. O BZB mostrou ser menos eficaz na redução
do edema e comparativamente ao RZB e AFT ao longo dos 2 anos, também
com menos ganhos de visão comparativamente ao AFT, para visões <20/50
ao longo dos 2 anos. No grupo de doentes com baixa acuidade visual ao fim
do segundo ano não se verificou diferença estatisticamente significativa nos
resultados visuais dos doentes tratados com RZB ou BZB
21
.
EMD em olhos vitrectomizados
– classicamente considerado mais difícil
de tratar com anti-VEGF IV por terem um clearance mais rápido relativa-
mente aos olhos não vitrectomizados
22-25
. Mais recentemente, alguns estudos
retrospetivos e de séries pequenas sugerem que o RZB também seja eficaz
em olhos vitrectomizados, embora a eficácia funcional e anatómica pareça
ser atingida mais devagar associada à necessidade de um número maior de
injeções durante o primeiro ano de tratamento
26,27
.
Não respondedores e Taquifilaxia
Alguns doentes têm edemas maculares não respondedores a determinado
anti-VEGF mas que respondem a outro anti-VEGF, aos corticóides ou à com-
binação de anti-VEGF com corticóides
28
. Segundo dados do Protocolo I do
DRCR.net40% dos olhos apresentam edema persistente aos seis meses de
tratamento mensal com RBZ
29
. Existe uma sub-análise do Protocolo I, indi-
cando que quem não melhora aos 3 meses, é pouco provável que melhore no
futuro, se mantivermos o mesmo tratamento
30,31
.
Dados de Segurança – evidência clínica
Nos diferentes estudos não existem diferenças significativas entre o RZB
e o AFT, relativamente aos efeitos sistémicos
12
. Com o BZB há estudos que
mostram riscos significativamente superiores de AVC hemorrágico, mortali-
dade por todas as causas, eventos tromboembólicos arteriais e inflamação
ocular, por vezes grave, comparativamente com o RZB
32-35
. Relativamente
a efeitos oculares secundários Souied
et al.
, observou, com base em 432
794 injeções administradas, um maior risco de reações inflamatórias severas
associado ao AFT
vs
RBZ.
Para terminar, o tratamento do EMD com injeções IV de anti-VEGF parece
melhorar a retinopatia, com poucas ou nenhuma injeção necessárias após
um período inicial de tratamento mais intensivo (figura 1)
7
, embora tal se
possa dever a terapêutica combinada com laser.




